A consultora Accenture rejeitou de forma categórica as alegações de irregularidades após a Autoridade da Concorrência (AdC) ter anunciado uma multa significativa à empresa, juntamente com as operadoras Meo, NOS e Vodafone. Em resposta a um pedido de esclarecimento da Lusa, uma fonte oficial da Accenture afirmou que a empresa “mantém-se convicta de que a sua atuação foi apropriada e em conformidade com a lei”.
A AdC impôs coimas que totalizam 13,35 milhões de euros a estas quatro entidades, devido a um “acordo anticoncorrencial nos serviços de televisão por subscrição e na publicidade nas gravações televisivas”. Segundo a AdC, este acordo resultou numa abordagem concertada entre os três principais operadores de telecomunicações em Portugal, em colaboração com a consultora Accenture. A prática levou a que os clientes, insatisfeitos com a introdução de publicidade nas gravações, se vissem sem opções efetivas para mudar de operador, uma vez que o serviço de televisão por subscrição foi degradado de forma simultânea e coordenada.
A decisão da AdC remete para uma nota de ilicitude emitida em dezembro de 2021, na qual foram acusadas as operadoras Meo, NOS e Vodafone, bem como a consultora Accenture, de restringirem a concorrência ao combinarem a inserção de 30 segundos de publicidade para acesso a gravações automáticas de televisão. A informação divulgada pela AdC esclarece que a multa total de 13.351.000 euros foi aplicada às quatro empresas, sendo que uma delas optou por um procedimento de transação, renunciando a contestar a imputação factual e realizando o pagamento voluntário da coima.
A origem deste processo remonta a agosto de 2020, quando a comunicação social noticiou a existência de uma iniciativa conjunta e coordenada entre os três maiores operadores de televisão por subscrição, com o apoio tecnológico e operacional de uma consultora. A Accenture, por sua vez, está a analisar a decisão da AdC e a ponderar as opções de recurso disponíveis.
Leia também: O impacto das multas da Autoridade da Concorrência nas empresas.
Leia também: Investir 1.000 dólares em ações: uma estratégia a longo prazo
Fonte: ECO





