Marcas apostam em festivais para criar experiências memoráveis

Com a chegada do verão, os festivais de música em Portugal multiplicam-se, atraindo tanto o público como as marcas. O país tornou-se um destino reconhecido internacionalmente neste setor, com um recorde de 557 festivais realizados no ano passado, segundo a Associação Portuguesa de Festivais de Música (Aporfest). Este aumento de eventos reflete a crescente popularidade dos festivais, que se transformaram em plataformas de comunicação e marketing.

Entre os grandes eventos de 2026, destacam-se o Rock in Rio Lisboa, que decorre de 20 a 28 de junho, e o Nos Alive, agendado para 9 a 11 de julho. O Rock in Rio Lisboa, por exemplo, conta com um investimento de cerca de 30 milhões de euros, onde as marcas representam entre 40% a 45% da receita total. No evento, mais de 300 marcas estão envolvidas, embora apenas cerca de 50 se dediquem a ativações diretas.

Roberta Medina, responsável pelo Rock in Rio, sublinha que o festival já não é apenas um evento musical, mas um verdadeiro “projeto de comunicação”. O impacto das marcas começa muito antes do início do festival, criando uma ligação emocional com o público. Lídia Monteiro, do Turismo de Portugal, acrescenta que o sucesso dos festivais ajuda a promover o país no exterior.

Mas o que leva as marcas a investir nestes eventos? Num mundo onde a atenção dos consumidores é cada vez mais fragmentada, os festivais surgem como “oásis” de imersão. Diogo Martins, da Coca-Cola Portugal, destaca que estes eventos oferecem experiências autênticas e memoráveis, permitindo à marca marcar presença em momentos de celebração.

O Super Bock Group, patrocinador do Rock in Rio, também enfatiza a importância da “emoção partilhada”. A música é o ponto de partida, mas o que fica são as memórias criadas em conjunto. Miguel Santos Costa, do BPI, refere que os festivais são momentos de entretenimento que unem famílias e gerações, reforçando a proximidade da marca com o público.

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Cristina Tavares, da Fidelidade, observa que as ativações nos festivais ajudam a transmitir mensagens sobre proteção e bem-estar, mostrando que estes temas fazem parte da vida dos jovens, mesmo em momentos de lazer. António Fuzeta da Ponte, da Nos, acrescenta que os festivais evoluíram para se tornarem plataformas de cultura e entretenimento, onde a tecnologia amplifica a experiência.

Catarina Ferraz, da Heineken, destaca que a música é uma paixão comum que une as pessoas, tornando os festivais um ecossistema ideal para promover momentos de socialização. No setor bancário, Paulo Vaz Tomé, do Novobanco, refere que os festivais oferecem experiências imersivas e emocionalmente relevantes, especialmente para o público jovem.

Com um calendário repleto, as marcas avaliam cuidadosamente onde investir. A Coca-Cola procura eventos com um público abrangente e uma visão de entretenimento, enquanto a Super Bock valoriza parcerias de longo prazo. A escolha do Rock in Rio pelo BPI baseou-se na relevância do festival e na sintonia de valores.

As marcas estão a redefinir a sua presença nos festivais, não apenas como patrocinadores, mas como entidades que desejam estar onde estão os portugueses. O foco na criação de experiências positivas e memoráveis é a chave para o sucesso das suas estratégias.

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Fonte: ECO

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