Juros da casa atingem mínimo histórico em maio de 2023

Em maio de 2023, os juros da casa registaram uma descida significativa, fixando-se em 3,065%. Esta redução de 1,2 pontos base em comparação com abril marca o valor mais baixo desde março do ano passado, conforme os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

No que diz respeito ao financiamento para Aquisição de Habitação, que é o segmento mais relevante do crédito à habitação, a taxa de juro implícita caiu para 3,061%. Esta descida de 1,3 pontos base em relação ao mês anterior também representa um mínimo desde março de 2023.

A taxa de juro implícita no crédito à habitação é calculada com base nos juros totais pagos no mês e no capital em dívida no início do mesmo mês, antes de qualquer amortização. Esta métrica é fundamental para entender as condições do mercado de crédito.

Os contratos de crédito à habitação celebrados nos últimos três meses também mostraram uma tendência de descida, com a taxa de juro a passar de 2,833% para 2,820%. Este é o valor mais baixo desde dezembro de 2022, quando a taxa foi de 2,715%. Comparando com o mesmo mês do ano anterior, em maio de 2022, a taxa de juro implícita era de 3,057%.

É importante notar que a análise dos contratos celebrados nos últimos três meses considera aqueles assinados entre fevereiro e abril de 2026, uma vez que os contratos de maio ainda não têm prestações vencidas, segundo o INE.

Para a Aquisição de Habitação, a taxa de juro foi de 2,814%, uma diminuição de 1,5 pontos base em relação a abril, representando o valor mais baixo desde abril de 2023.

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Apesar da descida dos juros, a prestação média para todos os contratos em maio foi de 405 euros, um euro a mais do que em abril, mas 10 euros superior ao valor de maio de 2022. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a prestação média caiu 10 euros em relação a abril, fixando-se em 692 euros, embora tenha aumentado 8% (51 euros) em termos homólogos.

O capital médio em dívida para todos os contratos também subiu, atingindo 78.257 euros, um aumento de 643 euros face ao mês anterior e de 7.215 euros em comparação com o ano passado. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi de 175.805 euros, uma descida de 1.252 euros em relação a abril, mas um aumento de 22.088 euros em relação a maio de 2022.

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Fonte: Doutor Finanças

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