O número de portugueses mortos nos sismos na Venezuela subiu para 15, conforme revelou esta sexta-feira o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa. Este trágico aumento foi confirmado pelos serviços consulares, que têm estado a acompanhar a situação de perto.
Emídio Sousa explicou que, além dos mortos, o número de desaparecidos é incerto, com relatos que indicam a existência de 56 pessoas ainda sem notícias. “Os números são muito voláteis”, afirmou o governante, referindo que as informações podem mudar rapidamente à medida que as equipas de resgate avançam nas operações.
A missão de salvamento portuguesa, que se dirige à Venezuela, foi uma prioridade desde o início da crise. “Desde a primeira hora, a nossa preocupação foi enorme. Queríamos rapidamente enviar ajuda”, disse Sousa. Inicialmente, foram enviadas equipas de busca e salvamento, e agora juntaram-se elementos do INEM. O secretário de Estado destacou a “grande coordenação” entre vários ministérios, incluindo os Negócios Estrangeiros, Defesa, Administração Interna e Saúde.
A duração da missão está prevista para um mínimo de 10 dias, mas poderá ser prolongada dependendo das circunstâncias no terreno. Sousa também mencionou que foi acionado o mecanismo europeu de emergência, o que permitirá uma resposta mais eficaz à catástrofe.
Os sismos na Venezuela, com magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorreram com apenas 38 segundos de intervalo, resultando em pelo menos 589 mortos e 2.980 feridos, segundo o último balanço oficial. Portugal, juntamente com outros sete países da União Europeia, está a enviar equipas de busca e salvamento para ajudar na recuperação e apoio às vítimas.
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Fonte: Sapo





