PSD repete eleições da concelhia de Espinho após irregularidades

O Conselho de Jurisdição Nacional do PSD decidiu que as eleições da concelhia de Espinho, realizadas a 28 de fevereiro, devem ser repetidas. A decisão surge após a lista liderada por Carolina Marques, que perdeu por apenas dois votos, ter denunciado irregularidades no processo eleitoral. A candidata, apoiada por Luís Montenegro, sublinhou que a confirmação das irregularidades reforça a necessidade de respeitar os estatutos do partido.

Carolina Marques afirmou que a intervenção dos órgãos competentes era necessária, uma vez que existiam indícios que não podiam ser ignorados. A candidata defendeu que a contestação não deve ser vista como uma derrota, mas sim como uma forma de fortalecer as instituições do PSD e restaurar a confiança entre os militantes. Lamentou ainda que um processo que deveria ter sido resolvido internamente tenha ganho uma dimensão pública que não beneficiou a imagem do partido em Espinho.

Com a decisão do Conselho de Jurisdição, será necessário realizar um novo ato eleitoral, algo que Carolina Marques encara com responsabilidade. Ela espera que este novo processo decorra de forma transparente e em conformidade com as normas estatutárias, permitindo que todos os militantes possam participar com confiança.

Ricardo Sousa, o candidato que venceu as eleições de fevereiro, expressou a sua insatisfação com a decisão. Em declarações à Lusa, afirmou que a independência do órgão de jurisdição do PSD foi comprometida e que está a considerar recorrer ao Tribunal Constitucional para restabelecer a legalidade democrática. Este episódio é apenas mais um na conturbada relação entre Sousa e a hierarquia do partido, que ele considera ser um ajuste de contas pessoal por parte de Luís Montenegro.

A polémica começou na pré-campanha para as autárquicas de 2025, quando Ricardo Sousa foi escolhido como candidato à Câmara Municipal de Espinho, mas viu a sua candidatura ser contestada pelo PSD nacional. A escolha de Jorge Ratola como candidato alternativo, que era adjunto de Montenegro, gerou ainda mais tensão. Apesar de Sousa ter contestado a decisão, a candidatura de Ratola prosseguiu e ele acabou por ser eleito.

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O resultado das eleições para a concelhia de Espinho foi impugnado, com Ricardo Sousa a argumentar que as discrepâncias nos números de votos se deviam a falhas na contagem dos boletins para os órgãos distritais. Ele insistiu que a votação para a secção de Espinho foi realizada de forma correta, com a presença de 269 dos 304 militantes inscritos.

À medida que este caso se desenrola, a repetição das eleições da concelhia de Espinho levanta questões sobre a transparência e a democracia dentro do PSD. A situação atual reflete a complexidade das dinâmicas internas do partido e a necessidade de um processo eleitoral justo e legítimo.

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Fonte: Sapo

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