A produtividade na Europa enfrenta desafios significativos, que vão além da necessidade de inovação. Segundo o economista Bart Van Ark, a questão não se resume apenas a aumentar a inovação, mas também a garantir que as inovações sejam amplamente comercializadas e adotadas. Esta análise será o foco do debate na primeira sessão do Fórum do Banco Central Europeu (BCE), que decorre em Sintra.
No seu artigo intitulado “Rewiring Europe’s productivity framework: aligning investment, innovation, and diffusion”, Bart Van Ark, professor na Universidade de Manchester, explora como a falta de dinamismo na inovação e as barreiras à sua difusão afetam a produtividade na Europa. O autor argumenta que a visão de que é necessário escolher entre reforçar a inovação ou melhorar a difusão é limitadora e não capta a verdadeira essência do problema.
O economista destaca que a Europa está a enfrentar um agravamento do diferencial de produtividade em relação aos Estados Unidos. Para ele, o principal desafio não reside apenas na inovação de ponta, mas também nas barreiras que impedem a comercialização e a adoção em larga escala das inovações. Estas barreiras incluem a fragmentação da regulamentação, a fraca concorrência e a dificuldade de financiamento para empresas emergentes.
Bart Van Ark sublinha que a produtividade na Europa só pode crescer de forma sustentada se houver um aumento na inovação tecnológica e uma redução dos obstáculos à adoção de novas tecnologias. Ele aponta que as consequências da fraca inovação e da limitada difusão tecnológica têm um impacto distributivo cada vez mais acentuado, aumentando as disparidades de produtividade entre setores, empresas e regiões.
Para resolver este problema, o economista defende a necessidade de reconfigurar o modelo europeu de produtividade. Isso implica ligar a inovação de ponta à sua comercialização e difusão, além de garantir que as empresas tenham a capacidade de absorver essas inovações. A solução passa por uma governação multinível que alinhe investimento, inovação e difusão nos diferentes níveis da União Europeia, promovendo assim um crescimento mais inclusivo.
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Fonte: ECO





