O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, afirmou que a onda de calor que Portugal enfrenta não deverá ter um impacto significativo na agricultura, desde que se trate de um fenómeno passageiro. Durante o Congresso Mundial do Azeite, que decorre em Lisboa, o ministro sublinhou que a duração da onda de calor será crucial para determinar os efeitos nas culturas.
Fernandes explicou que, no caso do setor do azeite, a azeitona já está formada, o que minimiza o risco de danos. “O calor extremo seria problemático para o olival se tivesse ocorrido em maio ou antes”, disse o ministro, referindo que neste momento não se prevê um grande impacto, a não ser que a onda de calor se prolongue.
Além disso, o ministro destacou a necessidade de a União Europeia implementar um sistema de resseguros para lidar com eventos climáticos extremos, como tempestades ou calor intenso. A proposta visa fortalecer a resposta a situações que possam afetar a agricultura e outras áreas vulneráveis.
O Governo declarou também uma situação de alerta devido às altas temperaturas previstas até segunda-feira, emitindo despachos de exceção que proíbem a utilização de maquinaria em atividades agrícolas. O ministro da Administração Interna, Luís Neves, alertou para um “agravamento muito significativo das condições atmosféricas”, reforçando a importância de medidas preventivas.
As alterações climáticas são uma realidade com a qual o setor agrícola terá de lidar, e a criação de um mercado nacional de seguros mais robusto pode ser uma solução para mitigar os riscos associados a fenómenos climáticos extremos. “As alterações climáticas estão aí”, enfatizou Fernandes, sublinhando a urgência de se adaptar a estas novas realidades.
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onda de calor onda de calor Nota: análise relacionada com onda de calor.
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Fonte: ECO





