A Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos deu luz verde à Philip Morris International (PMI) para comercializar 20 variantes das suas bolsas de nicotina ZYN, permitindo que a empresa comunique alegações de risco reduzido em comparação com os cigarros tradicionais. Esta decisão, anunciada pela multinacional que controla a Tabaqueira em Portugal, representa a primeira autorização do género concedida a este tipo de produtos no país.
Com a autorização do regulador norte-americano, as bolsas de nicotina ZYN poderão agora incluir mensagens que afirmam que a sua utilização em substituição dos cigarros “reduz o risco de cancro da boca, doença cardiovascular, cancro do pulmão, acidente vascular cerebral, enfisema e bronquite crónica”. Stacey Kennedy, presidente executiva da PMI U.S., descreveu esta decisão como “um marco importante” para os consumidores, destacando que agora têm acesso a informações “baseadas em evidência científica” sobre a redução dos riscos associados ao tabagismo.
A FDA justificou a sua autorização com base em estudos que demonstram que as bolsas de nicotina reduzem significativamente os danos e os riscos de doenças relacionadas com o tabaco para os utilizadores. Além disso, a agência sublinhou que esta medida pode beneficiar a saúde da população em geral. Por serem consumidas por via oral e não envolverem a combustão do tabaco, as bolsas de nicotina apresentam uma exposição muito menor a componentes nocivos em comparação com os cigarros.
A análise da FDA revelou que uma parte significativa dos fumadores adultos que adotaram as bolsas de nicotina ZYN conseguiu substituir completamente o tabaco tradicional ou reduzir consideravelmente o seu consumo diário. Este dado é crucial, uma vez que a redução do consumo de tabaco é um dos principais objetivos de saúde pública.
A PMI, que detém a Tabaqueira desde 1997, também revelou que os produtos sem fumo representaram 41% da sua receita líquida total nos primeiros nove meses de 2025. Este crescimento no segmento de produtos sem fumo reflete uma tendência crescente entre os consumidores que procuram alternativas mais seguras ao tabaco convencional. A empresa já possui autorizações semelhantes para o dispositivo de tabaco aquecido IQOS, que também visa reduzir os riscos associados ao tabagismo.
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Fonte: Sapo





