Marine Le Pen, líder do partido de extrema-direita Reagrupamento Nacional, confirmou a sua candidatura às eleições presidenciais de 2027. A decisão foi anunciada após um tribunal de recurso de Paris ter considerado que a política poderia concorrer, apesar de ter sido condenada por uso fraudulento de fundos do Parlamento Europeu. O tribunal multou-a em 100 mil euros e impôs uma pena de três anos de prisão, dos quais dois anos com pena suspensa. O restante ano será cumprido em prisão domiciliária, com pulseira eletrónica.
A decisão judicial reduziu o período de inelegibilidade de Marine Le Pen para menos de quatro anos, permitindo-lhe assim participar nas eleições. Ao sair do tribunal, o advogado Rodolphe Bosselut expressou a sua satisfação parcial com a decisão, considerando-a um “bom começo” e uma “mudança considerável” em relação à inelegibilidade. “Estamos a analisar esta decisão como um todo”, acrescentou.
O presidente francês, Emmanuel Macron, que se encontra em visita à Síria, optou por não comentar a decisão judicial que beneficia Marine Le Pen. Em resposta a questões sobre o assunto, Macron afirmou que é saudável para a democracia que o Presidente da República não se pronuncie sobre decisões judiciais, especialmente em contexto internacional.
Antes da condenação, Marine Le Pen apresentava-se como uma forte candidata, com intenções de voto que variavam entre 31% e 36% para a primeira volta. Algumas sondagens até indicavam a possibilidade de vitória na segunda volta. Jordan Bardella, que seria o seu substituto caso a inelegibilidade se mantivesse, chegou a registar resultados ainda mais promissores, com intenções de voto entre 35% e 37%.
Os principais adversários de Marine Le Pen na corrida presidencial incluem o centrista Édouard Philippe, com intenções de voto entre 19% e 21%, e o radical Jean-Luc Mélenchon, que oscila entre 13% e 15%. É importante notar que Mélenchon quase conseguiu avançar para a segunda volta nas últimas eleições, tendo perdido para Le Pen por uma margem estreita. Contudo, os analistas alertam que ainda é cedo para prever o cenário completo da corrida eleitoral.
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Fonte: Sapo





