O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, declarou que os recentes ataques dos EUA no Irão foram “absolutamente necessários”. A afirmação foi feita durante uma conferência de imprensa em Ancara, na Turquia, no início do segundo dia da cimeira da Aliança Atlântica. Rutte sublinhou a importância de uma resposta firme por parte dos Estados Unidos face às provocações iranianas.
Os ataques, que ocorreram na terça-feira, visaram mais de 80 alvos em território iraniano, em resposta a disparos contra três navios comerciais no Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA, conhecido como Centcom, relatou que as operações tinham como objetivo reduzir a capacidade do Irão de continuar a ameaçar o comércio internacional na região.
Rutte também enfatizou que os aliados da NATO devem deixar claro que o Irão não deve, em nenhuma circunstância, desenvolver capacidades nucleares. Esta posição será refletida na declaração final da cimeira, que será aprovada no último dia do encontro.
O secretário-geral da NATO reiterou a importância da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, um ponto estratégico onde transita uma parte significativa do comércio mundial de petróleo. “O princípio da liberdade de navegação deve ser respeitado”, afirmou Rutte, destacando a necessidade de garantir que esta via permaneça aberta.
Em resposta aos ataques dos EUA, a Guarda da Revolução Islâmica do Irão anunciou ter atingido 85 instalações militares norte-americanas no Kuwait e no Bahrein, em uma alegada retaliação a bombardeamentos anteriores. O braço militar do regime iraniano afirmou ter utilizado mísseis e drones nesta operação, que resultou também na destruição de um drone MQ-9.
O ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão emitiu uma advertência sobre as consequências do incumprimento do acordo de cessar-fogo assinado em junho. O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que estava no Iraque para funerais, regressou a Teerão após os ataques, conforme noticiado pela agência estatal IRNA.
Os ataques iranianos foram confirmados por autoridades do Kuwait e do Bahrein, que relataram estar a responder a ameaças de drones e mísseis. As tensões entre Washington e Teerão têm aumentado nas últimas semanas, com confrontos pelo controlo do Estreito de Ormuz, uma região crítica para o comércio de petróleo.
Leia também: O impacto das tensões no comércio internacional.
ataques dos EUA no Irão ataques dos EUA no Irão ataques dos EUA no Irão ataques dos EUA no Irão Nota: análise relacionada com ataques dos EUA no Irão.
Leia também: Cimeira da NATO: Mais de 50 mil milhões em contratos de defesa
Fonte: Sapo





