Produção renovável cobre 75,6% da eletricidade em Portugal

No primeiro semestre de 2026, as energias renováveis asseguraram 75,6% da eletricidade produzida em Portugal Continental, segundo um relatório da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN). Este desempenho notável inclui quase 29 dias em que a produção de eletricidade renovável cobriu integralmente o consumo nacional.

De acordo com o Boletim de Eletricidade Renovável da APREN, entre 1 de janeiro e 30 de junho, foram gerados 25.806 Gigawatt-hora (GWh) de eletricidade, dos quais 19.509 GWh provieram de fontes limpas. Este resultado coloca Portugal na quarta posição na Europa em termos de utilização de energias renováveis, apenas atrás da Noruega, Dinamarca e Áustria.

A APREN também destacou o impacto económico das energias renováveis, que permitiram evitar a importação de 544 milhões de euros em gás natural e 357 milhões de euros em eletricidade. Além disso, foram poupados 356 milhões de euros em licenças de emissão de CO₂. A Produção em Regime Especial (PRE) renovável resultou numa poupança acumulada de 3.930 milhões de euros no mercado.

No que diz respeito ao mercado elétrico, o preço médio do MIBEL em Portugal foi de 48,8 euros/MWh no semestre, representando uma diminuição de 22,9% em comparação com o mesmo período de 2025.

Susana Serôdio, Coordenadora de Políticas e Inteligência de Mercado da APREN, enfatizou a “robustez estrutural das energias renováveis em Portugal”. No entanto, alertou que é essencial acelerar os investimentos na modernização das redes de transporte de eletricidade e na implementação de soluções de armazenamento em larga escala.

Em abril de 2026, as energias renováveis representavam 79,4% da potência total instalada em Portugal. Entre dezembro de 2025 e maio de 2026, a capacidade renovável aumentou em 578 Megawatts (MW), com o solar fotovoltaico a liderar este crescimento, adicionando 372 MW.

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Focando no mês de junho, as energias renováveis garantiram 71,0% da eletricidade produzida, com a energia eólica a liderar com 25,9%, seguida pela solar com 24,6%. O consumo nacional nesse mês foi de 4.234 GWh, resultando num saldo importador de 1.447 GWh. Registaram-se ainda 14 horas em que a geração renovável foi suficiente para abastecer todo o consumo, evitando 102 milhões de euros em importações de gás natural e 65 milhões em licenças de emissão de CO₂.

Leia também: O futuro das energias renováveis em Portugal.

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Fonte: Sapo

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