Há exatamente 10 anos, Portugal alcançou uma das suas maiores conquistas desportivas ao vencer o Euro 2016, um feito que permanece na memória de todos os adeptos de futebol. A vitória foi selada com um golo de Éder, um jogador que, à época, era considerado o “patinho feio” da seleção, mas que se tornou um herói nacional.
A trajetória até à final foi marcada por altos e baixos. Portugal começou a qualificação de forma desastrosa, com uma derrota surpreendente contra a Albânia, que levou à saída do então selecionador Paulo Bento. A nova liderança de Fernando Santos trouxe uma mudança de mentalidade e, nos 21 meses seguintes, a equipa não perdeu um único jogo oficial, culminando na vitória em Saint-Denis.
O Euro 2016 não começou da melhor forma para a seleção. Portugal empatou os primeiros jogos, incluindo um empate com a Islândia e um frustrante 0-0 contra a Áustria, onde Cristiano Ronaldo falhou um penalti. No entanto, a equipa conseguiu salvar-se ao empatar 3-3 com a Hungria, garantindo a passagem aos oitavos de final.
Nos jogos a eliminar, Portugal mostrou resiliência. Após um empate sem golos contra a Croácia, avançou para as meias-finais, onde derrotou País de Gales com um desempenho sólido. A final contra a França, jogada em casa dos gauleses, foi um desafio ainda maior, especialmente após a saída precoce de Ronaldo devido a uma lesão.
Apesar das adversidades, Portugal manteve-se firme e, aos 109 minutos, Éder fez história com um golo que garantiu a vitória por 1-0. Este momento não só selou a conquista do Euro 2016, como também marcou uma nova era para o futebol português, que finalmente viu o seu nome gravado entre os campeões europeus.
A vitória no Euro 2016 não foi apenas um triunfo desportivo, mas também um símbolo de superação e união nacional. O feito de Éder e a resiliência da seleção continuam a inspirar gerações. Leia também: A evolução do futebol português nas últimas décadas.
Euro 2016 Nota: análise relacionada com Euro 2016.
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Fonte: Sapo





