Os professores que estão a corrigir os exames nacionais vão ser compensados com horas extraordinárias, uma decisão anunciada pelo porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho. Esta medida visa reconhecer o esforço adicional dos docentes, que estão a trabalhar intensamente, mesmo durante o fim de semana, para garantir a correção das provas.
Sebastião Bugalho revelou que o ministro da Educação, Fernando Alexandre, está a definir os detalhes do pagamento das horas extraordinárias. “Este é um reconhecimento do esforço de todos os professores que estão a corrigir as provas dos exames nacionais”, afirmou Bugalho em conferência de imprensa na sede do partido em Lisboa.
A correção dos exames nacionais tem sido marcada por polémicas, incluindo falhas no sistema informático, que levaram o Governo a adiar as datas de afixação das notas e da segunda fase dos exames. Para ajudar a mitigar estes problemas, o Eduqa implementou um sistema de reporte de desconformidades, permitindo que os avaliadores sinalizem eventuais irregularidades no processo de correção.
Em resposta a uma denúncia do movimento Missão Escola Pública, o Eduqa esclareceu que as orientações dadas aos professores não incluem a classificação de respostas incompletas como sugerido. A instituição destacou que o novo sistema de reporte foi criado para facilitar a comunicação entre os professores e a central de correção.
Na sequência de reportes feitos pelos docentes, o Eduqa anunciou que foi realizada uma intervenção para normalizar o processo de classificação. Contudo, os supervisores têm instruído os professores a atribuir notas mesmo na ausência de algumas folhas das provas, o que tem gerado desconforto entre os docentes.
O ministro da Educação indicou que já foram corrigidas mais de 75% das provas e expressou confiança de que as pautas serão afixadas no dia 17. Entretanto, os diretores escolares manifestaram preocupação sobre como será operacionalizado o acesso dos alunos aos exames corrigidos, solicitando esclarecimentos ao ministério.
Este ano, pela primeira vez, cerca de 300 mil provas dos 11.º e 12.º anos foram digitalizadas. Devido aos problemas enfrentados no processo de correção, o Ministério da Educação decidiu que todos os alunos terão acesso às suas provas corrigidas. Com a aproximação da data de afixação das notas para cerca de 166 mil alunos, os diretores pedem informações claras sobre o processo.
Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, expressou preocupação com a carga de trabalho dos professores corretores, que já estavam sobrecarregados com aulas durante o ano letivo. “Estes professores são também umas das grandes vítimas desta situação”, alertou, sublinhando a necessidade de apoio e reconhecimento pelo seu trabalho.
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horas extraordinárias horas extraordinárias Nota: análise relacionada com horas extraordinárias.
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Fonte: Sapo





