Durante o Fórum Nacional de Seguros 2026, realizado na Alfândega do Porto, José Galamba de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), abordou questões cruciais como a fraude nos seguros, a proteção do risco catastrófico e a necessidade de aumentar a literacia financeira. Galamba de Oliveira destacou a importância de criar uma base de dados de fraudadores, semelhante à existente no Banco de Portugal, para combater a fraude nos seguros de forma mais eficaz.
O presidente da APS fez uma comparação entre a resposta do consórcio em Espanha à tempestade do DANA e a atuação das seguradoras em Portugal. Segundo ele, a resposta em Portugal foi significativamente mais rápida e eficiente. “A velocidade de resolução nos primeiros dias e as dificuldades em Espanha foram muito maiores”, afirmou Galamba de Oliveira, elogiando a capacidade das seguradoras portuguesas em lidar com o elevado número de sinistros.
Galamba de Oliveira também comentou a recente decisão do Estado de implementar mecanismos de cobertura através do Programa de Transferência de Risco e Resiliência (PTRR). Para ele, essa medida representa uma mudança importante na forma como o país enfrenta os prejuízos causados por fenómenos naturais extremos. “O Estado está a assumir que não pode estar sempre disponível para ajudar quem enfrenta um infortúnio”, explicou.
A crescente frequência de fenómenos meteorológicos severos torna essencial a busca por soluções que distribuam melhor o risco entre o Estado, as seguradoras e os cidadãos. O presidente da APS enfatizou que é fundamental aumentar a literacia financeira em Portugal, permitindo que os cidadãos compreendam melhor os produtos de seguros e a importância da proteção contra riscos.
Além disso, Galamba de Oliveira alertou para o impacto da fraude nos seguros, que continua a ser uma preocupação significativa para o setor. Ele defendeu a criação de novos mecanismos que ajudem a identificar comportamentos fraudulentos, reforçando a necessidade de uma abordagem mais rigorosa para enfrentar este problema.
“Temos de ter capacidade de identificar estas situações de fraude. Acreditamos que a criação de uma base de dados de causadores de fraude é um passo importante para melhorar a situação”, sublinhou.
A entrevista com José Galamba de Oliveira não só destaca os desafios que o setor enfrenta, mas também aponta para a necessidade urgente de uma resposta coordenada e eficaz para garantir a proteção dos cidadãos.
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Fonte: ECO





