Impacto das Tempestades no Alentejo: Aprender para o Futuro

A vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Helena Cortes Cavaco, afirmou que a resposta do Estado às tempestades deste inverno, especialmente à tempestade Kristin, foi positiva. “Conseguimos dar uma resposta com alguma rapidez”, disse. No entanto, reconheceu que para aqueles que viram os seus negócios destruídos, essa resposta pode parecer insuficiente e tardia.

Cortes Cavaco sublinhou a importância de aprender com estas experiências para se preparar melhor para o futuro. “Podemos aprender com o que aconteceu e construir de forma mais robusta o que foi danificado”, acrescentou. A responsável falava num painel moderado por José Diogo Albuquerque, especialista em políticas agrícolas, onde se discutiu o impacto económico dos choques climáticos e a resiliência das empresas.

Num primeiro momento, apenas o Município de Alcácer do Sal foi abrangido pelos apoios, mas posteriormente, todos os municípios do Alentejo cujos agricultores comprovem prejuízos decorrentes da tempestade poderão receber apoio até 10 mil euros. Para prejuízos que variem entre cinco mil e 400 mil euros, há uma segunda medida de apoio disponível.

Cortes Cavaco revelou que a taxa média de resposta às candidaturas é de oito dias, uma vez que as candidaturas chegam instruídas. Contudo, alertou que, apesar da necessidade de rapidez na entrega dos apoios, é fundamental que sejam respeitados os critérios estabelecidos, uma vez que se trata de fundos públicos.

“Vamos enfrentar mais eventos climáticos extremos, secas prolongadas e períodos de elevada pluviosidade em pouco tempo, o que nos causará muitos problemas”, avisou. A responsável acrescentou que os apoios públicos nunca serão suficientes para cobrir todos os prejuízos causados por tempestades, sendo necessário explorar meios complementares, como os seguros.

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Quando questionada sobre uma medida que implementaria se tivesse essa possibilidade, Cortes Cavaco não hesitou: “Desburocratizava”. No painel, também intervieram Carlos Vicente, managing director da Vitacress, Luís Souto Barreiros, presidente do IFAP, e Miguel Morgado, professor na Universidade Católica, que defendeu uma abordagem mais ambiciosa para a agricultura europeia.

As conclusões do painel destacaram a necessidade de uma nova abordagem aos apoios, com seguros mais flexíveis e uma maior absorção de tecnologia no setor. Além disso, foi enfatizada a importância de uma comunicação mais eficaz e de evitar discriminações entre pequenas e grandes empresas.

O Colóquio Hortofrutícola, uma iniciativa da Lusomorango em parceria com a Universidade Católica, contou com o Jornal Económico como media partner. Joel Vasconcelos, Diretor-Geral da Lusomorango, afirmou em entrevista que “garantir água é criar riqueza, emprego, investimento e desenvolvimento para o país”.

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Fonte: Sapo

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