André Ventura, presidente do Chega, enviou uma carta ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, onde expressa a sua preocupação em relação à continuidade de Luís Neves como ministro da Administração Interna. Ventura considera que esta situação arrasta o Governo para uma “cumplicidade criminosa” e pode afetar negativamente a imagem das instituições democráticas.
Na sua missiva, Ventura destaca que a permanência de Neves no cargo prejudica a confiança dos cidadãos nas instituições e sugere que a situação atual não é compatível com a boa governança. O líder do Chega sublinha que as recentes notícias sobre o ministro indicam uma cultura de gangsterismo que não deve ser tolerada no exercício do poder democrático.
Ventura recorda que, como a maior força política da oposição, o Chega tem procurado manter um diálogo construtivo com o PSD em questões importantes, como a descida do IRC e a legislação sobre a nacionalidade. No entanto, ele afirma que a situação de Luís Neves altera essa dinâmica de confiança.
O presidente do Chega levanta várias questões sobre a atuação do ministro, questionando como é possível que alguém que tutela as polícias possa incumprir a lei sem consequências. Ventura menciona o exemplo do antigo ministro Miguel Macedo, que se demitiu por suspeitas, mesmo tendo sido posteriormente absolvido. Para Ventura, a integridade das instituições deve estar sempre acima de interesses pessoais.
Além disso, Ventura alerta que a falta de ação pode levar à captura das instituições por forças obscuras e criminosas, o que seria um sinal alarmante para o futuro do país. Ele conclui a carta com um apelo à responsabilidade política, enfatizando que é crucial agir para garantir a transparência e a integridade do Estado.
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Luís Neves Luís Neves Luís Neves Nota: análise relacionada com Luís Neves.
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Fonte: Sapo





