COSO AI: A Nova Era da Gestão de Riscos no Setor Segurador

A mais recente publicação do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO) marca uma nova fase na gestão de riscos, especialmente no setor segurador. Com a crescente adoção da inteligência artificial generativa (GenAI), a COSO apresenta orientações que visam integrar esta tecnologia na governança corporativa e no enterprise risk management (ERM), criando um sistema interdependente.

O documento intitulado “Achieving Effective Internal Control Over Generative AI” surge num momento em que as empresas de seguros já utilizam a GenAI para diversas funções, como pricing, subscrição, atendimento ao cliente, deteção de fraude e gestão de sinistros. Contudo, essa rápida implementação traz novos riscos, como enviesamentos algorítmicos e falhas de controlo, que exigem uma abordagem mais robusta.

O COSO não pretende reinventar a roda, mas sim adaptar os seus princípios de controlo interno a este novo contexto. A mensagem é clara: os fundamentos do COSO continuam válidos, mas a sua aplicação deve evoluir. Para o setor segurador, isso implica integrar a GenAI nos sistemas de controlo interno existentes, evitando tratá-la como uma “caixa preta tecnológica”. É essencial reforçar as estruturas atuais com competências digitais e capacidades de auditoria interna que se ajustem aos novos riscos tecnológicos.

Além disso, o documento “Corporate Governance: Guiding Principles for Board Oversight” destaca que o risco não é apenas técnico, mas também uma questão de supervisão. Num ambiente em rápida mudança e com um escrutínio crescente por parte de reguladores e stakeholders, os conselhos de administração devem assegurar que os seus modelos de governação estão adaptados às exigências atuais. Os princípios do COSO servem como um referencial para avaliar a eficácia da supervisão, sendo crucial que os boards sejam mais informados e diversificados, com uma literacia tecnológica elevada.

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Por último, o documento “From Guidance to Action: Exploring Practical Enterprise Risk Management” enfatiza a necessidade de um ERM dinâmico e integrado. Muitas organizações caíram na armadilha de transformar o ERM num mero exercício documental, sem impacto real na tomada de decisão. O COSO procura agora fechar essa lacuna, sublinhando a importância da aplicação prática do risco na estratégia e na performance das empresas.

Para o setor segurador, a incorporação da GenAI na gestão de riscos não é opcional; é um fator determinante para a resiliência futura. As três iniciativas do COSO revelam que o futuro da gestão de riscos depende da capacidade das organizações em integrar tecnologia, governança e estratégia de forma coerente. Essa integração será o diferencial entre liderar a transformação ou ficar exposto às suas disrupções.

Mais do que orientações técnicas, estes documentos são um convite à ação. Num contexto de incerteza crescente, agir cedo pode ser a melhor apólice de seguro. Leia também: O impacto da GenAI na indústria seguradora.

gestão de riscos gestão de riscos Nota: análise relacionada com gestão de riscos.

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Fonte: ECO

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