Ó Capital lança Ó Studio com investimento de 2 milhões na criatividade

A Ó Capital anunciou a criação do Ó Studio, a primeira Scale-Up Platform dedicada à indústria criativa e comunicação empresarial em Portugal, com um investimento inicial de dois milhões de euros. Este projeto inovador visa transformar o modelo tradicional de crescimento das agências, oferecendo uma abordagem que combina capital, operação e criatividade.

O Ó Studio inicia a sua trajetória com cinco empresas participadas, uma carteira de mais de 100 clientes e uma previsão de faturação agregada próxima dos quatro milhões de euros até 2026. Entre os clientes que já fazem parte deste ecossistema estão nomes como o Grupo Pestana, Grupo DS, Prosegur, Hey Doc, Garcias e HUG Lusíadas Home Care.

Criado por um grupo de nove empreendedores, incluindo Sara do Ó, Mariana Bordalo e Maria Cordeiro da Ó Capital, o Ó Studio surge como uma resposta às necessidades do mercado. A plataforma não se limita a ser um investidor, mas assume o papel de parceiro de crescimento, entrando no capital das empresas e disponibilizando uma estrutura comum de gestão e tecnologia.

A ideia para o Ó Studio começou a tomar forma em 2024, quando dois dos fundadores mostraram interesse em investir na dupla criativa Tomaz Castelão e Nico Mello, responsáveis pelo estúdio criativo Pato Bravo. A convergência de interesses levou à criação de um projeto mais abrangente que agora integra cinco empresas complementares: o estúdio criativo Pato Bravo, a agência de comunicação Rame-Rame, a Boost, a gráfica Not Digital e o Oratório, um espaço em Marvila, Lisboa, dedicado a reuniões e ativações de marca.

O Ó Studio destaca-se por incorporar ferramentas de inteligência artificial, permitindo a automatização de tarefas repetitivas, o que facilita a gestão das empresas criativas. Tomaz Castelão, cofundador do Ó Studio, sublinha que a plataforma pretende “juntar EBITDA e criatividade na mesma conversa”, abordando a dificuldade de gerir empresas criativas sem as tornar “cinzentas ou pouco rentáveis”.

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Sara do Ó, fundadora e CEO da Ó Capital, refere que muitas pequenas e médias empresas (PME) ficam presas à rotina operacional, adiando decisões estratégicas. Esta realidade inspirou o nome da agência Rame-Rame, que visa aliviar essa carga.

José Brízida, cofundador da Boost e acionista do Ó Studio, defende que o objetivo é fortalecer o tecido empresarial português, unindo experiência, dados e estratégia para que a comunicação tenha um impacto direto nas vendas.

Com um horizonte até 2030, o Ó Studio ambiciona afirmar-se como um dos maiores grupos de comunicação em Portugal, continuando a investir na integração de empresas em áreas como produção, audiovisual, eventos, relações públicas, influência e tecnologia aplicada às marcas.

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Fonte: Sapo

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