As autoridades italianas estão a investigar várias marcas de luxo, incluindo Chanel, Moncler e Brunello Cucinelli, por alegadas violações das condições laborais em empresas subcontratadas. A investigação, que já dura cerca de dois anos, envolve também outras marcas como Goyard, Bulgari, Etro e Stefano Ricci, conforme noticiado pela agência Reuters e pelo jornal francês Les Echos.
Recentemente, a polícia italiana realizou buscas nas sedes de pelo menos nove marcas de luxo, à procura de documentos que possam esclarecer as práticas de governação e os controlos das cadeias de abastecimento. Embora as autoridades estejam a investigar, nenhuma das empresas foi formalmente acusada até ao momento, e não foram solicitadas medidas judiciais, segundo um documento judicial consultado.
A Chanel, que se manifestou sobre a situação, afirmou estar determinada a cooperar plenamente com as autoridades. Um porta-voz da marca revelou que a empresa foi alertada a 18 de maio sobre preocupações relacionadas com as condições laborais de uma empresa subcontratada que fornece embalagens. Em resposta, a Chanel instruiu o fornecedor a terminar a relação dois dias depois e iniciou o processo de rescisão do contrato.
A marca francesa destacou que os seus fornecedores e subcontratantes são regularmente avaliados e sujeitos a auditorias e controlos. Esta situação não é única, pois em 2025, 13 marcas estiveram sob o olhar atento da justiça italiana, com várias delas a serem colocadas sob administração judicial por um período de 12 meses. Entre as marcas afetadas estavam Givenchy, Dolce & Gabbana, Loro Piana e Prada, que, após uma auditoria às condições de trabalho, decidiu cortar relações com mais de 200 fornecedores.
A crescente pressão sobre as marcas de luxo para garantir condições laborais adequadas reflete uma mudança nas expectativas dos consumidores e uma maior vigilância por parte das autoridades. As marcas estão a ser desafiadas a demonstrar um compromisso genuíno com a responsabilidade social e a transparência nas suas cadeias de abastecimento.
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Fonte: ECO





