BAE Systems apresenta caça não tripulado para defesa britânica

A BAE Systems, uma das principais empresas de defesa do Reino Unido, revelou recentemente o seu mais recente projeto: um caça não tripulado chamado Brontanax. Este novo modelo foi desenvolvido para operar em conjunto com aeronaves tripuladas, reforçando a estratégia britânica de investir em capacidades autónomas para combate aéreo. Os primeiros testes de voo do Brontanax estão agendados para 2027, conforme anunciado pelo secretário da Defesa britânico, Wes Streeting, que descreveu o lançamento como um “momento histórico”.

Durante a apresentação no Farnborough International Airshow, Streeting sublinhou a importância do Brontanax, afirmando que será utilizado como um demonstrador de conceito operacional. A nova aeronave insere-se na categoria dos Collaborative Combat Aircraft (CCA), projetados para acompanhar caças tripulados em diversas missões, incluindo combate, reconhecimento e guerra eletrónica. Estas aeronaves, frequentemente referidas como “loyal wingmen”, são vistas como uma solução inovadora para os desafios futuros no contexto de tensões internacionais e conflitos, como a guerra na Ucrânia.

Charles Woodburn, diretor executivo da BAE Systems, revelou que a empresa decidiu avançar com o desenvolvimento do Brontanax sem financiamento inicial do Governo britânico. “Colocámos o nosso dinheiro onde está a nossa convicção”, afirmou Woodburn, destacando a confiança da empresa no potencial deste mercado. A BAE espera garantir uma primeira encomenda do Reino Unido, com planos de expandir para clientes na Europa e no Médio Oriente.

Desde 2022, a BAE Systems tem trabalhado em colaboração com a Royal Air Force no desenvolvimento do Brontanax, que já conta com um protótipo totalmente montado nas instalações da empresa em Warton, no noroeste de Inglaterra. Apesar do otimismo do secretário da Defesa, a BAE prevê que a aeronave possa estar operacional apenas até 2030.

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O novo caça não tripulado promete oferecer entre 70% e 80% das capacidades de um caça convencional, mas a um custo significativamente inferior, estimado em cerca de 25 milhões de dólares por unidade. A plataforma foi projetada com uma arquitetura aberta e um design modular, permitindo atualizações de software e a integração de novos sistemas ao longo da sua vida útil.

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Fonte: ECO

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