O Oeiras Valley Innovation Lab está a dar passos significativos para se tornar um centro de excelência na área dos drones, com a ambição de criar o primeiro laboratório de defesa tecnológica em Portugal. Este espaço tem como objetivo reunir empresas, academia e utilizadores finais, como as Forças Armadas, para desenvolver soluções inovadoras no setor da defesa.
Tiago Bastos, coordenador do laboratório, destaca a importância do projeto: “Queremos estabelecer um centro estratégico para Portugal, mas com impacto internacional, focado no desenvolvimento de protótipos em tempo real.” O Oeiras Valley pretende ser um cluster de indústria de defesa, atraindo empresas como a Beyond Vision e a UAVision, que já estão a integrar o espaço.
Oeiras é reconhecida como um ecossistema único em Portugal, sendo considerada a capital da ciência e tecnologia. Com uma economia robusta, é a segunda maior a nível municipal, contribuindo significativamente para o PIB nacional. O concelho já alberga várias entidades de renome, como a Thales Edisoft e o Instituto Superior Técnico, que se destacam na robótica e inteligência artificial. A presença da NATO em Oeiras também reforça a atratividade do local para empresas do setor de defesa.
O laboratório tem como meta atrair investimento de alto valor acrescentado e gerar emprego qualificado, posicionando Portugal nas cadeias internacionais de desenvolvimento tecnológico. A estratégia passa pela criação de um espaço colaborativo que facilite a ligação entre universidades, empresas e as Forças Armadas, promovendo a transferência de conhecimento e a aceleração de projetos.
Além disso, o Oeiras Valley Innovation Lab já conta com várias empresas comprometidas com o projeto, que têm um relacionamento estreito com as Forças Armadas. Este vínculo é crucial para garantir que as necessidades do setor sejam atendidas e que as inovações desenvolvidas sejam testadas em condições reais.
A instalação de empresas ligadas ao setor de drones e defesa é um dos principais objetivos do laboratório. Com a Beyond Vision e a UAVision a trabalhar em conjunto, o espaço promete ser um ponto de encontro para a inovação na área dos drones, que já representa 20% das exportações de defesa em Portugal. “Estamos a criar um eixo vertical focado nos drones, alinhando também com a parte espacial”, afirma Tiago Bastos.
O laboratório não se limita a ser um espaço de incubação; pretende ser um centro de investigação e desenvolvimento que permita a prototipagem e testagem em tempo real. “As empresas terão a oportunidade de criar protótipos e chamar as Forças Armadas para realizar testes”, explica Bastos. Este modelo de colaboração é fundamental para garantir que as inovações sejam relevantes e aplicáveis no campo.
O Oeiras Valley Innovation Lab está a dar forma a um futuro promissor para a indústria de defesa em Portugal, com um foco claro na inovação e na criação de um ecossistema que favoreça o desenvolvimento de soluções tecnológicas avançadas. Leia também: “UE fecha parceria de produção de drones com Ucrânia”.
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Fonte: ECO





