Saúde mental é prioridade para nova geração de líderes

A saúde mental tornou-se uma preocupação central para a nova geração de líderes no ambiente de trabalho. Katia Verresen, uma coach de liderança reconhecida, esteve recentemente em Portugal para partilhar a sua vasta experiência no Innov.Club, uma iniciativa promovida pela VdA e pela Beta-i, que visa fomentar a inovação e a troca de conhecimento entre organizações. Com mais de duas décadas de experiência, Verresen formou líderes de grandes empresas como Amazon, Facebook e Airbnb, sempre com uma abordagem que integra quatro pilares fundamentais: físico, emocional, mental e criativo.

Katia Verresen destaca que a liderança moderna exige uma reconexão com esses pilares. “Se conseguirmos ligar-nos a estes aspectos, as pessoas voltam à vida”, afirma. A sua abordagem, que combina psicologia e neurolinguística, tem moldado a forma como os líderes são orientados nas grandes corporações. Para Verresen, a nova geração de líderes apresenta um nível elevado de autoconsciência e curiosidade sobre a energia humana, o que a deixa “muito esperançosa” em relação ao futuro das lideranças.

A especialista sublinha que a saúde mental é um tema que preocupa cada vez mais os líderes atuais, que estão a adotar ferramentas para manter um equilíbrio saudável. “Quanto mais flexíveis formos, mais poderosos podemos ser”, afirma, acrescentando que a curiosidade será sempre uma fonte de sabedoria. Para Katia Verresen, a autoconsciência é a qualidade mais importante que um líder deve possuir. “Um líder pode ter uma estratégia brilhante, mas se estiver exausto, não conseguirá executá-la”, alerta.

A regulação da energia é crucial para o sucesso de qualquer estratégia empresarial. Verresen recomenda que os líderes realizem pequenos exercícios de cinco minutos antes de reuniões para repor a energia e a clareza mental. Um simples exercício de respiração, por exemplo, pode ajudar a equilibrar e aliviar a tensão acumulada.

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Com duas décadas de experiência a trabalhar com líderes, Katia Verresen revela que uma das suas maiores surpresas é o quanto as pessoas podem ser exigentes consigo mesmas. “Fico surpreendida pelo grau de dureza que as pessoas têm, o que vai contra a nossa biologia e impede a aprendizagem com os erros”, explica. Essa exigência, embora motivada pela vontade de serem melhores profissionais, pode ser contraproducente.

A nova geração de líderes está a redefinir o que significa liderar, colocando a saúde mental no centro das suas práticas. Este foco não só melhora o ambiente de trabalho, mas também potencia a eficácia e a inovação nas organizações. Leia também: A importância da autoconsciência na liderança moderna.

saúde mental saúde mental Nota: análise relacionada com saúde mental.

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Fonte: Sapo

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