Em entrevista à Euronews, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou a sua desilusão com a posição da Europa em relação à estratégia israelita em Gaza. Netanyahu afirmou que a União Europeia tem estado ausente no processo de cessar-fogo, que foi liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o primeiro-ministro, a Europa “cedeu ao terrorismo palestino e às minorias islâmicas radicais”, o que, segundo ele, resultou na sua “essencial irrelevância”.
Netanyahu criticou a decisão de 15 dos 27 Estados-membros da União Europeia de reconhecerem o Estado palestiniano, considerando-a uma “recompensa aos islâmicos”. Ele argumentou que esta decisão não só prejudica Israel, mas também causa “enormes danos” a toda a região do Médio Oriente. O primeiro-ministro fez uma comparação contundente, afirmando que seria como dar um Estado a Osama Bin Laden após os ataques de 11 de Setembro.
O líder israelita insistiu que a paz não pode ser alcançada sem uma base de força. “Primeiro há a força, depois há a paz”, afirmou, criticando os líderes europeus por enfraquecerem Israel. Netanyahu espera que os países europeus que reconheceram o Estado da Palestina reconsiderem essa decisão, sublinhando a importância de uma Europa que traga paz real, em vez de perpetuar o conflito.
A União Europeia, por sua vez, tem manifestado apoio ao plano de cessar-fogo proposto por Trump, considerando-o encorajador. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco está disposto a ajudar a acabar com o sofrimento civil e a promover a solução de dois Estados. No entanto, a UE anunciou recentemente a suspensão do seu “apoio bilateral” a Israel, uma decisão que ainda não teve desenvolvimento significativo.
Neste contexto, o exército israelita anunciou que irá continuar com a primeira fase da proposta de Trump, mudando para uma posição defensiva em Gaza. A situação permanece tensa, com negociações em curso para a libertação de reféns e prisioneiros palestinianos. A Jihad Islâmica também declarou aceitar a resposta do Hamas ao plano de Trump, o que poderá indicar um alinhamento entre os grupos palestinianos.
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Fonte: Sapo





