Pedro Reis, ex-ministro da Economia, afirmou que Portugal tem características que o tornam atraente para investidores, destacando a sua estabilidade, a presença de pequenas e médias empresas (PMEs) robustas e instrumentos de financiamento como o Banco de Fomento. Durante a sua intervenção na 6ª Conferência Anual ECOseguros, realizada em Lisboa, Reis sublinhou que a proatividade do Banco de Fomento e a linha de mil milhões de euros destinada à reindustrialização verde são fatores que tornam o país um caso interessante para investimento.
Reis defendeu que Portugal deve considerar aumentar os incentivos ao investimento, propondo um reforço da verba pública entre 4 e 6 mil milhões de euros para captar grandes projetos. Para ele, o país pode ser visto como um porto de abrigo em tempos de crise ou como uma plataforma estratégica em períodos de crescimento. A estabilidade, as PMEs sólidas e os incentivos fiscais são elementos que atraem investidores e que devem ser potenciados.
O ex-governante também alertou para a crescente volatilidade e incerteza no cenário geopolítico e económico global, referindo a ausência de uma liderança equilibrada, que ele designou como G0, em contraste com os grupos G7 e G20. Segundo Reis, as relações internacionais tornaram-se mais transacionais e instáveis, com o surgimento de novos atores e uma redefinição das dinâmicas sociais e económicas.
No que diz respeito à estabilidade global, Reis destacou a importância do conflito na Ucrânia, afirmando que o país está a lutar por todos nós. Ele realçou a necessidade de a Europa encontrar um equilíbrio entre segurança e flexibilidade, regulação e inovação, sustentabilidade e competitividade. A concentração produtiva, segundo ele, aumenta os riscos, tornando a diversificação uma necessidade complexa.
Reis também abordou a situação da China, que enfrenta desafios internos significativos, como problemas demográficos e sobrecapacidade produtiva. Ele alertou para a necessidade de a Europa não se tornar ingénua em relação à sobreprodução chinesa. O ex-ministro sublinhou que a taxa de fertilidade na China é inferior a 1, o que representa um desafio para o seu modelo social e económico.
A análise de Pedro Reis sugere que, para Portugal se afirmar como um verdadeiro porto de abrigo para investidores, é crucial reforçar os incentivos e a competitividade, ao mesmo tempo que se navega por um cenário global em constante mudança. Leia também: O impacto das políticas económicas na atração de investimento.
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Fonte: ECO





