Deloitte reembolsa Austrália por erros gerados por IA

A Deloitte anunciou que irá reembolsar parcialmente o Governo australiano devido a um relatório que continha erros significativos, muitos dos quais foram gerados por inteligência artificial (IA). Este caso, que envolve um montante de 440.000 dólares australianos (cerca de 290.000 dólares americanos ou 250.136 euros), é um exemplo claro do impacto que a tecnologia pode ter na precisão da informação.

O relatório em questão estava repleto de erros, incluindo uma citação falsa de uma sentença judicial federal e referências a artigos académicos que não existem. A Associated Press (AP) reportou que esta situação é um reflexo de uma tendência crescente, onde os sistemas de IA generativa produzem informações imprecisas, um fenómeno conhecido como “alucinação”.

Após a descoberta dos erros, a Deloitte publicou uma versão revista do relatório, admitindo que um sistema de linguagem de IA generativa, o Azure OpenAI, foi utilizado na sua elaboração. No entanto, a empresa garantiu que a “substância” do relatório original se manteve, o que levanta questões sobre a responsabilidade das empresas que desenvolvem estas tecnologias.

Outro caso notório que ilustra os perigos da IA geradora de conteúdos é a entrevista falsa com o piloto de Fórmula 1 Michael Schumacher, publicada pela revista alemã Aktuelle em abril de 2023. A revista anunciou a “primeira entrevista” com Schumacher, mas as declarações foram, na verdade, geradas por IA. A família do piloto processou a editora e, em maio de 2024, obteve uma indemnização de 200 mil euros, além de um pedido de desculpas da editora.

Os erros gerados por IA não se limitam apenas a casos de difamação. Em abril de 2023, um autarca australiano, Brian Hood, decidiu avançar com uma ação judicial devido a informações falsas divulgadas pelo ChatGPT. A IA alegou falsamente que Hood tinha sido detido por suborno, quando, na realidade, ele era um denunciante. Este caso foi um dos primeiros a chamar a atenção para as implicações legais das “alucinações” da IA e a responsabilidade das empresas que criam esses modelos.

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Mais recentemente, Robby Starbuck, um ativista conservador, processou a Meta por difamação, alegando que um chatbot da empresa disseminou informações falsas sobre a sua participação no tumulto do Capitólio dos EUA em janeiro de 2021. Starbuck também interpôs um processo contra a ferramenta de IA da Google, que o ligou a acusações de agressão sexual.

Estes casos são apenas uma amostra do crescente número de erros e conteúdos fabricados que surgem à medida que a tecnologia avança. O desafio agora é encontrar um equilíbrio entre a inovação tecnológica e a responsabilidade na disseminação de informação precisa. Leia também: A evolução da IA e os seus impactos na sociedade.

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Fonte: Sapo

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