Lucro da Generali cresce 14% e atinge 3,3 mil milhões de euros

A Generali anunciou que o seu lucro ajustado subiu 14% até setembro, atingindo os 3,3 mil milhões de euros. Este crescimento é atribuído a uma “muito forte performance operacional”, conforme indicado pela empresa na apresentação dos resultados financeiros.

O lucro operacional da Generali também registou um aumento significativo de 10,1%, totalizando 5,9 mil milhões de euros. Este resultado foi impulsionado pela excelente performance do segmento de Danos Patrimoniais e Acidentes (P&C), que cresceu 23,9%, alcançando os 2,7 mil milhões de euros. No que diz respeito aos seguros de vida, o lucro operacional cresceu 1,8%, somando três mil milhões de euros. O segmento de ativos e gestão de fortunas teve um incremento de 0,7%, totalizando 843 milhões de euros, enquanto a área de holdings e outros negócios, apesar de ter crescido 11,7%, registou um prejuízo de 399 milhões de euros.

Os ganhos por ação ajustados (EPS ajustado) aumentaram 16%, fixando-se em 2,16 euros. A Generali reportou ainda prémios brutos emitidos de 73,1 mil milhões de euros, o que representa uma subida de 3,7% até setembro, impulsionados principalmente pelos seguros de propriedade e acidentes, que cresceram 7,2%. As entradas líquidas na área de seguros de vida também aumentaram, totalizando 10,4 mil milhões de euros, graças a linhas de produtos preferenciais de proteção e saúde.

O Índice de Solvência da Generali subiu de 210% para 214%, um crescimento que a empresa atribui à saudável geração de capital normalizado e ao programa de recompra de ações no valor de 500 milhões de euros. Cristiano Borean, diretor financeiro do Grupo Generali, afirmou que “os primeiros nove meses de 2025 confirmam o início muito forte do novo ciclo estratégico do Grupo”, destacando que todos os segmentos de negócio contribuíram positivamente para o crescimento de dois dígitos do resultado operacional.

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Borean acrescentou que, após dois anos marcados por catástrofes naturais, 2025 tem sido um ano tranquilo até agora, com sinistros relacionados a catástrofes naturais a totalizarem 573 milhões de euros, um valor que representa pouco mais de metade do orçamento anual para este tipo de eventos. O CFO da Generali sublinhou a importância de aproveitar este momento positivo, com o lucro por ação ajustado em alta e um balanço sólido.

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Fonte: Sapo

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