A formação e o trabalho estão interligados numa equação que se torna cada vez mais complexa, especialmente com a introdução de uma variável disruptiva: a Inteligência Artificial (IA). Durante um recente debate, Pedro Santa Clara, professor catedrático de Finanças e fundador da 42 Lisboa, destacou que a IA pode ser uma verdadeira alavanca para todos aqueles que a utilizam. “A IA vai dar-nos superpoderes, mas é necessário vencer a batalha de a usar”, afirmou. Ele acredita que a IA não só mudará a forma como trabalhamos, mas também tornará o ambiente de trabalho mais criativo e colaborativo.
Santa Clara apresentou um estudo da Boston Consulting Group (BCG), que revelou que um grupo de 50 consultores que utilizou IA aumentou a sua produtividade entre 30% a 50% em comparação com outro grupo que não a utilizou. Além disso, a qualidade do trabalho realizado pelos que usaram IA também melhorou significativamente. “Estas ferramentas equalizam as capacidades. Quanto menos conhecimentos tivermos, mais devemos usar a IA”, sublinhou.
Marta Cunha, responsável pela transformação na Sonae, concordou com a visão de Santa Clara, afirmando que “com a IA, tudo vai subir, tudo vai ser melhor”. No entanto, ela expressou uma ligeira discordância, afirmando que as distâncias entre os melhores e os piores continuarão a existir. Para ela, num cenário de mudanças rápidas, onde as profissões de hoje podem não existir amanhã, é crucial que cada indivíduo se torne “dono da sua jornada”. “É fundamental ter a vontade de se desafiar e de traçar o seu próprio caminho”, acrescentou. A capacidade de se reinventar e de aprender novas nuances é, segundo Cunha, essencial.
Marta Dias também enfatizou a importância de cultivar uma cultura empresarial que apoie a utilização de ferramentas de IA. Para ela, a integração da IA nas empresas deve ser acompanhada por um ambiente que fomente a inovação e a adaptação.
Eduardo Martinez, antigo aluno da 42 Lisboa e fundador da Carbon, reforçou a ideia de que a capacidade de reinvenção é o verdadeiro passaporte para o futuro. Na 42, a aprendizagem acontece através de desafios e da colaboração entre colegas e professores, preparando os alunos para um mercado de trabalho em constante evolução.
A Inteligência Artificial está a transformar a forma como trabalhamos e a aumentar a produtividade. É fundamental que todos nós aprendamos a utilizar estas ferramentas para não ficarmos para trás. Leia também: O impacto da IA nas profissões do futuro.
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Fonte: Sapo





