A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, convocou a UGT para uma reunião na próxima terça-feira, às 17h. Esta reunião visa dar continuidade às negociações sobre o anteprojeto de reforma laboral do Governo, conforme anunciado pelo ministério à agência Lusa.
A convocatória surge no dia seguinte à greve geral organizada pela CGTP e UGT, que contestou as alterações à legislação laboral propostas pelo Executivo. O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que a paralisação foi uma das maiores da história, com a adesão de mais de três milhões de trabalhadores. Oliveira sublinhou que esta resposta do mundo do trabalho não deixa margem para dúvidas: é necessário que o Governo retire o pacote de reformas laborais da discussão.
Por outro lado, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, comentou que a maioria do país continuava a trabalhar, referindo que as transações financeiras na SIBS tinham registado uma diminuição de 7% em comparação com um dia normal e que o trânsito nas pontes do sul para Lisboa estava a cair 5%. O governante, embora respeitando o direito à greve, considerou a adesão “inexpressiva”, especialmente no setor privado, e afirmou que a greve parecia mais uma mobilização da função pública.
Além da reunião com a UGT, o ministério do Trabalho confirmou que está agendada uma reunião plenária com todos os parceiros sociais na Concertação Social para o dia 14 de janeiro, coincidindo com a proximidade das eleições presidenciais. Esta reunião será crucial para discutir a reforma laboral e as preocupações levantadas pelos sindicatos.
A reforma laboral continua a ser um tema central nas discussões entre o Governo e os sindicatos, e a próxima reunião com a UGT poderá trazer novos desenvolvimentos. A pressão dos trabalhadores e das organizações sindicais é um fator importante a considerar nas negociações futuras.
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Fonte: Sapo





