Número de alunos sem aulas em Portugal será conhecido em breve

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, anunciou que até ao final do ano letivo será possível saber quantos alunos estão sem aulas em Portugal. Atualmente, o sistema de informação não permite ter dados precisos sobre esta questão. Em entrevista ao ECO, o ministro destacou a complexidade do ministério, resultante da fusão de várias entidades, e a necessidade de reformar o sistema para obter informações mais fiáveis.

Fernando Alexandre referiu que, após seis meses à frente do ministério, percebeu que os números anteriormente fornecidos não correspondiam à realidade. “Fizemos um relatório que comprovou isso”, afirmou. O ministro sublinhou que, mesmo os dados sobre as necessidades de professores, frequentemente utilizados por sindicatos, apresentam problemas de fiabilidade. Segundo a Fenprof, por exemplo, foram contratados 13.446 horários, o que representa mais de 174 mil horas de ensino, um aumento significativo em relação ao ano letivo anterior.

O ministro também abordou a inevitabilidade de haver horários por preencher, dado que o sistema educativo conta com mais de 120 mil professores. “É natural que haja um horário para preencher”, explicou, referindo que, anualmente, cerca de quatro mil professores se reformam, o que gera uma necessidade constante de substituição.

Apesar de não ter ainda um número exato de alunos sem aulas, Fernando Alexandre afirmou que, em média, existem mil horários por preencher a cada semana. No entanto, os dados da Fenprof não são considerados rigorosos. O ministro destacou que, embora haja horários por preencher, a maioria dos alunos continua a ter aulas, graças ao esforço dos professores, que recebem horas extraordinárias.

O sistema de informação que está a ser desenvolvido permitirá, no futuro, identificar quantos alunos estão sem aulas e por quanto tempo. “Estamos a gastar mais de 20 milhões de euros por ano em horas extraordinárias para garantir que os alunos têm aulas”, afirmou o ministro. Este novo sistema será baseado nos sumários das aulas, permitindo uma avaliação mais precisa da situação.

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Fernando Alexandre também abordou a questão da falta de professores em algumas regiões, como a Grande Lisboa e o Algarve, onde muitos professores do Norte não aceitam as colocações oferecidas. Para mitigar este problema, o governo criou um apoio à deslocação que tem incentivado muitos professores a mudarem-se para estas áreas.

“Estamos a investir dezenas de milhões de euros no combate aos alunos sem aulas”, garantiu o ministro, referindo-se ao programa “+Aulas+Sucesso”, que visa combater a falta de aulas e melhorar a continuidade pedagógica. Embora o sistema ainda não permita uma avaliação rigorosa, o governo está a trabalhar para garantir que todos os alunos tenham acesso à educação.

Leia também: O impacto da falta de professores na educação em Portugal.

alunos sem aulas alunos sem aulas alunos sem aulas Nota: análise relacionada com alunos sem aulas.

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Fonte: ECO

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