Trump critica ataque a residência de Putin e gera tensão

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou a sua insatisfação em relação a um alegado ataque ucraniano a uma residência do Presidente russo, Vladimir Putin. Este incidente, que Kiev considera uma montagem, foi descrito por Trump como um momento delicado, sublinhando que “não é o momento certo” para tais ações. O presidente norte-americano fez estas declarações na Florida, após uma conversa com Putin, que, segundo Trump, se mostrou “muito irritado” com a situação.

Este episódio ocorreu após Trump ter recebido o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante as suas férias de Natal. O encontro serviu para discutir uma nova versão do plano norte-americano para resolver o conflito na Ucrânia, que foi reformulado em 20 pontos após conversações com Kiev. Ambos os líderes afirmaram ter resolvido “mais de 95%” do documento, embora ainda existam divergências sobre o futuro do Donbass e um possível cessar-fogo.

A evolução das negociações foi, no entanto, afetada pelo alegado ataque com drones, que, segundo Moscovo, visou uma das residências de Putin na região de Novgorod. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, afirmou que este incidente levará a Rússia a “reconsiderar” algumas das posições já acordadas nas negociações. A Rússia acusou a Ucrânia de ter lançado 91 drones contra a residência de Putin, uma alegação que Kiev refutou, classificando-a como uma “mentira”.

Zelensky, por seu lado, rejeitou as acusações russas, afirmando que a Rússia tenta “minar todas as conquistas” diplomáticas alcançadas até ao momento. O presidente ucraniano descreveu as alegações como “mentiras típicas da Rússia”. Durante uma chamada telefónica, Putin alertou Trump sobre a intenção de rever alguns entendimentos prévios, enquanto Trump se mostrou “indignado” com o ataque, considerando-o uma ação “imprudente” por parte de Kiev.

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A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, revelou que esta foi a segunda chamada telefónica entre Trump e Putin em 24 horas, após uma conversa inicial que foi considerada “boa e muito produtiva”. O contexto deste incidente é ainda mais complexo, dado que a Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, justificando a ação com a proteção de minorias separatistas e a necessidade de “desnazificar” o país vizinho, que tem vindo a distanciar-se da influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa.

Leia também: A evolução do conflito na Ucrânia e suas implicações globais.

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Fonte: ECO

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