A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) expressou preocupações sobre as políticas do governo liderado por Luís Montenegro, afirmando que estas estão a fragilizar o Serviço Nacional de Saúde (SNS). A FNAM destaca que as decisões governamentais estão a contribuir para a “perda de médicos”, a “instabilidade das equipas” e a diminuição da “capacidade de resposta assistencial à população”.
Em comunicado, a FNAM sublinhou que existe um padrão preocupante: as áreas onde o SNS enfrenta maiores dificuldades, como a falta de médicos e o encerramento de serviços, coincidem com regiões onde o setor privado da saúde tem anunciado investimentos significativos. Estes investimentos, que totalizam 1.582 milhões de euros, são provenientes de grupos como CUF, Lusíadas, Luz e Trofa, que planeiam abrir novas unidades de saúde.
Embora a FNAM reconheça que os investimentos privados não são, por si só, um problema, a federação critica a falta de uma política pública eficaz que promova o planeamento do sistema de saúde e a valorização do trabalho médico no SNS. A ausência de uma estratégia clara tem levado a uma pressão crescente sobre os profissionais de saúde, resultando em sobrecarga laboral, precariedade e desmotivação. Estes fatores, segundo a FNAM, estão a contribuir para a saída de médicos do serviço público.
A situação levanta questões sobre a sustentabilidade do SNS e a qualidade dos cuidados prestados à população. A FNAM apela a uma reflexão sobre as direções que o governo está a tomar e a necessidade urgente de fortalecer o SNS, em vez de facilitar a entrada de privados em áreas onde o sistema já está em dificuldades.
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Fonte: Sapo





