França opõe-se ao acordo UE-Mercosul por razões políticas

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que a França votará contra a assinatura do acordo entre a União Europeia (UE) e os países do Mercosul. Esta decisão reflete uma “rejeição política unânime” que foi claramente evidenciada nos debates recentes na Assembleia Nacional e no Senado franceses. Apesar dos “avanços incontestáveis” que devem ser reconhecidos pela Comissão Europeia, Macron sublinha que a oposição ao acordo é forte e generalizada.

A França junta-se assim a outros países, como Irlanda, Polónia e Hungria, que também manifestaram a sua oposição. No entanto, esta resistência não deverá impedir que a Comissão Europeia consiga obter o apoio da maioria dos Estados-Membros na votação por maioria qualificada, agendada para esta sexta-feira em Bruxelas.

Macron, que enfrenta pressão dos agricultores que se manifestaram em Paris, afirmou que a França é favorável ao comércio internacional, mas considera que o acordo UE-Mercosul é “um acordo de outra época”, negociado há demasiado tempo com fundamentos desatualizados. O Presidente francês argumenta que, embora a diversificação comercial seja necessária, os benefícios económicos do acordo serão limitados para o crescimento francês e europeu. Ele defende que não se deve comprometer setores agrícolas sensíveis que são essenciais para a soberania alimentar da França.

De acordo com a Comissão Europeia, o acordo com o Mercosul poderá representar um aumento de apenas 0,05% no produto interno bruto (PIB) da UE até 2040. Macron reconheceu os progressos feitos em Bruxelas, incluindo a introdução de uma cláusula de salvaguarda específica, que funcionará como um “travão de emergência” para as importações agrícolas dos países do Mercosul, caso haja desestabilização do mercado europeu. Além disso, foram discutidas “medidas de reciprocidade nas condições de produção” e o reforço dos controlos.

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“Embora muitos desses progressos ainda precisem de ser finalizados, a França estará atenta a isso”, afirmou Macron. O chefe de Estado francês também elogiou outros “compromissos importantes da Comissão Europeia”, especialmente no que diz respeito ao futuro orçamento da Política Agrícola Comum e aos preços dos fertilizantes.

Leia também: O impacto do acordo UE-Mercosul na agricultura europeia.

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Fonte: Sapo

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