Eleições em 11 países africanos em 2026 testarão democracia

Um novo estudo intitulado “Eleições de 2026 em África: Navegando pela complexidade para atender às necessidades dos cidadãos” destaca que o ano de 2026 será crucial para a democracia no continente africano. As eleições estão agendadas para 11 países, incluindo Benim, Cabo Verde, Djibuti, Etiópia, Gâmbia, República Popular do Congo, Somália, São Tomé e Príncipe, Sudão do Sul, Uganda e Zâmbia.

Cabo Verde é destacado como uma das democracias mais sólidas de África, com um histórico de alternância pacífica no poder e instituições robustas. Apesar dos desafios económicos e das vulnerabilidades climáticas, o país mantém uma reputação positiva. As eleições legislativas e presidenciais estão previstas para este ano, embora as datas ainda não tenham sido definidas.

Por outro lado, São Tomé e Príncipe, que enfrenta crises governativas e fragmentação partidária, tem eleições marcadas para setembro. Os autores do estudo acreditam que estas eleições ocorrerão num ambiente competitivo, mas pacífico, apesar de um ataque violento em novembro de 2022 que resultou em mortes. A principal preocupação para as eleições de 2026 será demonstrar que a violência foi um evento isolado e não um padrão na política do país.

No Uganda, o presidente Yoweri Museveni, de 80 anos, foi reeleito recentemente, mas as eleições foram contestadas pela oposição e observadores internacionais. As intimidações e sequestros de opositores levantam sérias dúvidas sobre a integridade do processo eleitoral. A situação é semelhante na República Popular do Congo, onde Denis Sassou-Nguesso tem estado no poder desde 1979, e as eleições de março são vistas como pouco competitivas devido ao controlo da oposição e dos meios de comunicação.

A Etiópia também se prepara para eleições parlamentares em junho, mas o contexto de conflitos e tensões étnicas levanta questões sobre a sua credibilidade. A Somália, com um sistema eleitoral indireto baseado em clãs, enfrenta desafios significativos devido à insegurança e à ameaça do grupo rebelde Al-Shebab.

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Djibuti, governado por Ismail Omar Guelleh desde 1999, tem eleições presidenciais previstas para abril, mas a fraca oposição e as severas restrições à liberdade tornam improvável uma verdadeira alternância política. Na Zâmbia, as eleições de agosto serão uma oportunidade para avaliar se o país conseguiu consolidar um governo mais aberto após a vitória de Hakainde Hichilema em 2021.

O Benim, que já foi um modelo democrático, enfrenta um retrocesso desde 2016, com reformas eleitorais contestadas e repressão da oposição. A Gâmbia, por sua vez, enfrenta riscos de estagnação reformista, com as eleições presidenciais de dezembro a serem decisivas para o futuro democrático do país. O Sudão do Sul, que realizará as suas primeiras eleições desde a independência em 2011, também se encontra numa situação delicada, marcada pela fragilidade institucional e insegurança.

Em suma, o Centro Africano de Estudos Estratégicos conclui que as eleições de 2026 em África serão um teste à capacidade dos Estados de responder às aspirações dos cidadãos, num cenário de pressões económicas, conflitos armados e uma crescente repressão do espaço cívico. Leia também: “O futuro da democracia em África: desafios e oportunidades”.

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Fonte: Sapo

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