A leitura como fonte de felicidade: hábitos dos lisboetas em 2025

A leitura é frequentemente considerada uma das formas mais puras de felicidade, e Jorge Luís Borges, um dos maiores escritores do século XX, expressou bem essa ideia. Para ele, ler não deve ser uma obrigação, mas sim um prazer. Em 2025, o Jornal Económico decidiu investigar os hábitos de leitura dos lisboetas, e os resultados mostram que, contrariamente ao que se poderia pensar, o livro impresso continua a ser o favorito entre os portugueses.

De acordo com o estudo APEL 2025, 92% dos portugueses preferem ler em formato físico. Este número desce para 84% entre os jovens de 15 a 24 anos, mas ainda assim demonstra uma forte ligação à leitura tradicional. Em 2024, 58% da população adquiriu livros, uma ligeira diminuição em relação a 2023, onde o número era de 65%. A média de livros comprados por pessoa também caiu, de 4,8 para 3,9. A faixa etária que mais comprou livros foi a dos 35 aos 54 anos, com 82% a fazerem novas aquisições.

No que diz respeito às preferências de leitura, o fenómeno “Astérix na Lusitânia” destacou-se como um verdadeiro bestseller nas livrarias de Lisboa. Isabel Ramalhete, da livraria Buchholz, referiu que este título teve uma procura especial devido à sua temática relacionada com a Lusitânia. Além de Astérix, autores portugueses como Tolentino Mendonça e António Damásio também conquistaram os leitores, refletindo uma diversidade nas escolhas literárias.

As pequenas livrarias, como a Tigre de Papel e a Snob, têm apostado em projetos editoriais alternativos e em obras de pequenas editoras. Fernando Ramalho, da Tigre de Papel, enfatiza a importância de apoiar estas editoras, que oferecem uma variedade de géneros, desde poesia a ensaios. Na Snob, a oferta de livros novos e usados tem atraído um público diversificado, que procura obras menos convencionais.

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A leitura de livros usados também está em alta. A Re-Read, uma livraria especializada em livros de segunda mão, destaca a procura por autores como José Rodrigues dos Santos e Agatha Christie. Inês Toscano, da Re-Read, explica que a diversidade de leitores que visitam a loja vai desde jovens em busca de novas tendências até colecionadores de clássicos.

Pedro Castro e Silva, da livraria homónima na Avenida Almirante Reis, partilha que a oferta de livros usados é bastante procurada, especialmente entre os jovens. Ele acredita que, apesar das previsões sobre a morte do livro, este continuará a existir, mesmo que possa tornar-se um luxo. A experiência tátil e o cheiro do papel são elementos que não podem ser substituídos.

Em suma, a leitura continua a ser uma fonte de felicidade para muitos, e os hábitos de leitura em Lisboa em 2025 mostram uma clara preferência pelo livro impresso. A diversidade de escolhas literárias e o apoio a pequenas editoras e livros usados revelam um panorama vibrante e dinâmico no mundo da leitura.

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Fonte: Sapo

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