Mais de 250 figuras da esfera política não socialista assinaram uma carta aberta em apoio a António José Seguro, destacando a sua postura moderada e a rejeição de André Ventura como representante do campo não socialista. A carta, intitulada “Não-socialistas por Seguro”, foi divulgada no passado sábado e sublinha que as eleições deste ano são significativamente diferentes das de 1986, uma vez que se confrontam um candidato de centro-direita e outro das direitas radicais.
Entre os signatários da carta encontram-se personalidades reconhecidas, como o advogado Adolfo Mesquita Nunes, os ex-ministros António Capucho, Miguel Poiares Maduro e Arlindo Cunha, a antiga vereadora da Câmara de Lisboa Filipa Roseta, o historiador José Pacheco Pereira, a futebolista Francisca Nazareth, o humorista José Diogo Quintela e diversos escritores, incluindo Miguel Esteves Cardoso e Rita Ferro.
A carta, que continua a recolher assinaturas online e já ultrapassou as 750, critica a visão de Ventura, que apresenta as eleições como um embate entre um bloco de esquerdas e um bloco de direitas. Os signatários afirmam que, apesar de pertencerem ao campo não socialista, não se sentem representados por Ventura e rejeitam o seu estilo e propostas, que consideram divisórias e inconstitucionais.
Os autores da carta destacam que Ventura defende “confinamentos étnicos, sanções penais degradantes” e promove um securitarismo excessivo, além de alinhar-se com regimes autoritários. Por estas razões, afirmam que Ventura não possui as condições necessárias para ocupar a presidência do país.
Em contraste, António José Seguro é elogiado pelos signatários pela sua abordagem moderada e digna, que evita o facciosismo e a ofensa. Apesar de reconhecerem as suas divergências ideológicas, os apoiantes sublinham que Seguro não comprometerá os valores democráticos e os direitos dos cidadãos.
António José Seguro e André Ventura irão disputar a segunda volta das eleições presidenciais a 8 de fevereiro, após Seguro ter obtido 31% dos votos na primeira volta e Ventura 23%. Esta carta de apoio a Seguro reflete uma preocupação crescente com o futuro político do país e a necessidade de um líder que respeite a diversidade e a dignidade de todos os cidadãos.
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Fonte: Sapo





