Alunos de cursos profissionais preferem politécnicos em Portugal

Um novo estudo do think tank EDULOG revela que os alunos que completam cursos profissionais em Portugal tendem a optar preferencialmente por instituições politécnicas ao prosseguirem os seus estudos no ensino superior. Em contraste, aqueles que terminam o ensino secundário pela via científico-humanística mostram uma clara preferência por universidades. Esta análise, divulgada esta quarta-feira, baseia-se em dados de cerca de 724 mil diplomados do ensino secundário em todo o país.

Os autores do estudo destacam que os diplomados de cursos científico-humanísticos costumam escolher universidades de maior dimensão, enquanto os formados em cursos profissionais demonstram uma afinidade com os politécnicos, que oferecem formações mais práticas e direcionadas às necessidades do mercado. A “preferência clara” por politécnicos entre os alunos de cursos profissionais é um reflexo do papel dos cursos técnicos superiores, que são predominantemente lecionados por estas instituições.

Apesar da crescente massificação do ensino superior, o estudo evidencia que a mobilidade dos estudantes é fortemente influenciada por fatores socioeconómicos e territoriais. A presença de instituições de ensino superior nas localidades de origem dos alunos é um fator crucial, pois facilita o acesso e aumenta a exposição dos jovens às oportunidades educativas. Quando uma instituição está localizada no município de origem, os alunos tendem a ser menos propensos a mudar de região, o que limita a sua mobilidade.

Os investigadores também notaram que a distância geográfica é um dos principais obstáculos à mobilidade dos estudantes. Nas áreas metropolitanas, onde a oferta é mais diversificada, os alunos mostram uma maior sensibilidade à distância. Em contrapartida, nos territórios do interior, a escassez de opções leva muitos estudantes a percorrer longas distâncias para aceder ao ensino superior.

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Em relação à atratividade das instituições, as universidades de grande dimensão e aquelas com especializações em áreas específicas conseguem atrair estudantes de fora da sua região. Por outro lado, os politécnicos mantêm-se como uma opção de proximidade, essencialmente para os alunos que completaram cursos profissionais.

No que diz respeito a cursos como medicina, apenas 2% dos alunos que prosseguem estudos optam por esta área, o que indica uma elevada seletividade. O estudo revela que, para medicina, um aumento na distância entre o município de origem e a instituição de ensino resulta numa diminuição menor dos fluxos de entrada em comparação com outros cursos, evidenciando a forte atratividade desta área.

Os autores do estudo recomendam a implementação de apoios à mobilidade, especialmente para estudantes do interior, onde a distância é um entrave significativo. Sugestões incluem a criação de bolsas de deslocação e residência, bem como o reforço de apoios para transporte e alojamento. Além disso, é necessário incentivar a especialização das instituições de ensino superior em áreas como saúde e tecnologia nas regiões periféricas, promovendo parcerias com empresas locais.

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cursos profissionais Nota: análise relacionada com cursos profissionais.

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Fonte: ECO

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