Que casa posso comprar em 2026? Descubra os custos

A compra de casa continua a ser um dos maiores desafios financeiros para as famílias portuguesas. Se está a pensar em adquirir um imóvel em 2026, é importante compreender não apenas o preço da casa, mas também todos os custos associados a esta transação. O valor anunciado é apenas o começo; há uma série de despesas que devem ser consideradas para evitar surpresas desagradáveis.

Antes de mais, é essencial saber que a entrada, ou capitais próprios, é uma parte fundamental do processo. Normalmente, os bancos não financiam 100% do valor do imóvel, pelo que deve contar com pelo menos 10% do preço da casa como entrada. Para os jovens até 35 anos que compram a sua primeira habitação, existe a possibilidade de obter um empréstimo para o valor total da casa, mas este apoio estatal pode terminar no final de 2026.

Os impostos são outro fator a ter em conta. O Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) é um dos custos mais significativos. O valor do IMT depende do preço da casa ou do valor patrimonial tributário, do tipo de imóvel e da situação dos compradores. Para facilitar o cálculo, pode utilizar o Simulador de IMT do Doutor Finanças.

Além do IMT, há também o imposto do selo, que é de 0,8% sobre o valor da escritura, e o imposto do selo sobre o crédito habitação, que varia consoante o prazo do empréstimo. Estes custos podem somar-se rapidamente, por isso é importante estar preparado.

Os custos da escritura e do registo são igualmente relevantes. Estes valores, que são pagos ao notário e à conservatória, variam consoante a localização e os serviços prestados, mas normalmente representam algumas centenas de euros. Também deve considerar as comissões bancárias associadas ao crédito, que podem rondar os 1.000 euros.

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Após a compra, existem despesas recorrentes que devem ser incluídas no orçamento. O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) é pago anualmente e o valor depende do município e do tipo de imóvel. Se a casa estiver num prédio, terá ainda de pagar a quota de condomínio, que pode variar bastante.

Para ajudar na compreensão de todos estes custos, o Simulador de Compra de Casa do Doutor Finanças é uma ferramenta útil. Por exemplo, um casal com um rendimento mensal de 7.000 euros e 30.000 euros em poupanças pode ter diferentes cenários de compra, dependendo do valor da entrada e das despesas mensais com outros créditos.

Se a entrada for de 30.000 euros, o casal poderá comprar uma casa de pouco mais de 200.000 euros, mas se conseguirem utilizar 104.000 euros, já poderão procurar um imóvel de mais de 590.000 euros. É importante ter em mente que a taxa de esforço, que representa a percentagem do rendimento dedicada ao pagamento de empréstimos, deve ser mantida em níveis saudáveis.

Por outro lado, uma jovem com um rendimento de 1.500 euros e apenas 5.000 euros em capitais próprios pode encontrar dificuldades para adquirir uma casa, a menos que cumpra os requisitos para a garantia pública e o IMT Jovem, que podem facilitar a compra.

Em suma, se está a planear comprar uma casa em 2026, é fundamental estar ciente de todos os custos envolvidos e utilizar ferramentas como o Simulador de Compra de Casa para tomar decisões informadas. Leia também: Como preparar a sua compra de casa em 2026.

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Fonte: Doutor Finanças

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