A Comissão Nacional de Eleições (CNE) anunciou que, devido aos danos provocados pela tempestade Kristin, haverá alterações pontuais nos locais de voto no próximo domingo, durante a segunda volta das eleições presidenciais. O porta-voz da CNE, André Wemans, alertou os eleitores para que se informem sobre os seus locais de voto, uma vez que podem ter sido alterados, especialmente nas áreas mais afetadas pela intempérie.
As alterações nos locais de voto são, na sua maioria, consequência de danos nos edifícios que estavam previstos para acolher a votação. Wemans explicou que alguns desses locais, que já tinham sido utilizados na primeira volta das eleições, não conseguem garantir as condições necessárias para a realização do ato eleitoral. Apesar das dificuldades, o responsável assegurou que a logística para o domingo está preparada, embora a previsão de mais chuva intensa possa levar a novas mudanças.
Até ao momento, 10 dos 18 distritos de Portugal Continental e um da Região Autónoma da Madeira já solicitaram alterações nos locais de voto, conforme indicado pelo Portal do Eleitor, da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. Os distritos afetados incluem Braga, Bragança, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Lisboa, Santarém, Vila Real e Viseu. No distrito de Coimbra, que sofreu mais estragos, três concelhos terão alterações nos locais de votação: Coimbra, Condeixa-a-Nova e Figueira da Foz.
Os pedidos de alteração foram feitos por motivos de força maior, embora o Portal do Eleitor não tenha especificado quais. Além de Coimbra, os distritos de Bragança, Évora e Viseu registaram duas mudanças cada, enquanto os restantes distritos têm uma alteração cada. Na Madeira, a única alteração ocorre no concelho do Funchal.
Os cidadãos irão escolher o próximo Presidente da República na segunda volta, após António José Seguro ter obtido 31,1% dos votos na primeira volta e André Ventura 23,5%. A tempestade Kristin causou também a morte de dez pessoas, com a Proteção Civil a contabilizar cinco mortes diretamente associadas à depressão, além de outros óbitos relacionados com quedas de telhados e intoxicações.
As consequências da tempestade incluem a destruição de casas e empresas, quedas de árvores, cortes de estradas e serviços de transporte, e o encerramento de escolas. O Governo declarou situação de calamidade em 68 concelhos e anunciou um pacote de apoio que pode chegar a 2,5 mil milhões de euros.
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Fonte: ECO





