PAN pede remodelação do Governo após tempestades em Portugal

A porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, defendeu que o primeiro-ministro deve considerar uma remodelação do Governo, especialmente após a recente sequência de tempestades que afetaram o país. Durante uma visita a associações na Marinha Grande e em Leiria, a dirigente criticou a atuação do executivo, afirmando que este esteve “ausente do território” e que a resposta às intempéries foi tardia.

“Nós temos visto um Governo completamente ausente do território e que, quando chega ao território, já chega muito tardiamente”, afirmou Sousa Real, elogiando, em contrapartida, o trabalho dos autarcas nas áreas afetadas. A porta-voz do PAN destacou a solidariedade da comunidade, que se mobilizou para ajudar os afetados.

Para a líder do PAN, é urgente “repensar a estratégia de desenvolvimento, recuperação e reconstrução” do país, o que inclui a remodelação do Governo e dos ministérios. Quando questionada sobre quais ministros deveriam ser substituídos, Sousa Real apontou a ministra da Administração Interna e o ministro da Agricultura, além de criticar António Leitão Amaro, ministro da Presidência, por um vídeo que publicou nas redes sociais, onde se mostrava a trabalhar na resposta à passagem da depressão Kristin.

Sousa Real também defendeu que o Ministério do Ambiente deve ter um “outro peso” nas decisões, e criticou a escolha de Maria Lúcia Amaral para o cargo de ministra da Administração Interna, considerando-a inadequada para um papel tão operacional.

A porta-voz do PAN apelou ainda a que se “coloque dinheiro onde ele faz falta”, sublinhando que Portugal não deve desperdiçar recursos em defesas que não são prioritárias, enquanto enfrenta a grave questão das alterações climáticas. Além disso, Sousa Real apontou falhas nas telecomunicações durante a resposta às tempestades, considerando inaceitável que algumas populações tenham ficado isoladas devido à falta de sistemas alternativos de comunicação. O colapso do SIRESP, segundo ela, evidencia a falta de preparação do país para situações de emergência.

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Inês de Sousa Real também alertou para o cansaço acumulado dos operacionais, como bombeiros e forças de segurança, que têm trabalhado sem descanso. Muitas populações ainda não têm informação clara sobre os apoios disponíveis e os prazos para a sua concretização.

Desde a semana passada, treze pessoas perderam a vida em Portugal devido às depressões Kristin e Leonardo, que causaram centenas de feridos, desalojados e interrupções nos serviços de energia, água e comunicações. Na quinta-feira, o Governo decidiu prolongar a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, e anunciou novas medidas para acelerar a reparação e reconstrução de casas, sem necessidade de controlo administrativo prévio.

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Fonte: Sapo

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