Recuperação petrolífera na Venezuela não é suficiente, alerta especialista

A recuperação petrolífera da Venezuela não será a solução única para a reconstrução do país, segundo Luisa Palacios, especialista em energia e ex-presidente do conselho da Citgo. Baseada em Nova Iorque e investigadora na Universidade Columbia, Palacios destaca que, embora seja possível aumentar a produção de petróleo de menos de um milhão de barris por dia para 1,5 milhão com investimentos relativamente simples, alcançar os níveis pré-crise de 3,5 milhões de barris por dia pode levar até dez anos e exigir cerca de 100 mil milhões de dólares.

Palacios sublinha a importância de uma gestão responsável dos recursos naturais da Venezuela, que possui 60% das reservas de gás natural da região. Para ela, a transição política é fundamental para qualquer plano de recuperação. “Sem um governo legitimamente eleito que acredite na propriedade privada e nos direitos humanos, será difícil implementar mudanças significativas”, afirma.

A especialista alerta que a recuperação petrolífera é crucial, uma vez que mais de 90% das exportações da Venezuela são provenientes do petróleo. No entanto, ela enfatiza que isso não é suficiente para reconstituir a economia do país. “É necessário um conjunto de regras de governança e respeito ao meio ambiente”, acrescenta.

O impacto da crise económica é evidente: a Venezuela, que tinha um PIB superior a 300 mil milhões de dólares, agora vê-se com menos de 100 mil milhões. Além disso, a população enfrenta uma grave crise, com 25% dos venezuelanos a abandonar o país. “Essas mudanças devem ter como objetivo a recuperação económica para o bem-estar dos venezuelanos”, diz Palacios.

Embora a produção atual de petróleo seja inferior a um milhão de barris por dia, Palacios acredita que é possível alcançar 1,5 milhão em um a dois anos, desde que sejam flexibilizados os termos de investimento. Contudo, para atingir os 3 milhões de barris por dia, investimentos substanciais são necessários. “Mobilizar 100 mil milhões em cinco anos requer a implementação de várias condições”, explica.

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A China, que é um dos principais compradores do petróleo venezuelano, não verá uma mudança significativa no seu abastecimento, mesmo que a produção aumente. “A Venezuela não alterará o equilíbrio do mercado petrolífero a curto prazo”, conclui Palacios.

Além do petróleo, a especialista destaca o potencial do gás natural e da mineração como áreas com grande possibilidade de crescimento. “A Venezuela precisa de avançar para uma gestão responsável dos seus recursos naturais para garantir uma recuperação sustentável”, afirma.

Por fim, Palacios ressalta que a recuperação da indústria petrolífera é apenas o primeiro passo. “Sem um governo que inspire confiança, não haverá uma repatriação significativa dos venezuelanos nem uma recuperação dos capitais”, conclui.

Leia também: O futuro da economia venezuelana e os desafios que enfrenta.

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Fonte: Sapo

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