Empresários portugueses céticos sobre tarifas de Trump

A recente decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, que suspendeu as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, gerou reações mistas entre os empresários portugueses. Luís Miguel Ribeiro, presidente do Conselho de Administração da Associação Empresarial de Portugal (AEP), considera a decisão uma “boa notícia”, mas alerta que isso só se confirmará se a suspensão se concretizar. “É um sinal positivo para os mercados; esperamos que não seja apenas uma intenção ou que não seja contornada por outras medidas”, afirmou.

O ceticismo é palpável, especialmente tendo em conta que as tarifas de Trump foram uma resposta a uma situação económica complexa. Ribeiro destacou que houve um arrefecimento nas exportações, com a Europa a compensar a quebra significativa nas vendas para os Estados Unidos. “Estamos dependentes de alguns países europeus, e a necessidade de diversificar mercados continua a ser uma questão crucial para as nossas exportações”, sublinhou.

A instabilidade dos mercados é uma preocupação constante. Ribeiro enfatizou a importância de fortalecer a balança comercial e diversificar os mercados. “Quanto mais forte estivermos, menos burocracia existir e melhores condições houver para as empresas, melhor preparados estaremos para enfrentar a instabilidade”, disse.

Após a decisão do Supremo, Trump reagiu de forma contundente, acusando os juízes de serem “antipatrióticos e desleais” em relação à Constituição. O presidente anunciou que pretende contestar a decisão e avançar com uma nova tarifa global de 10% sob a Secção 122 da Lei do Comércio de 1974, que lhe confere o poder de impor sobretaxas temporárias em casos de défices significativos.

As novas tarifas, se implementadas, poderão vigorar por um máximo de 150 dias, a menos que o Congresso decida prorrogar esse prazo. Este cenário levanta questões sobre a luta interna de poderes entre a Casa Branca e o Supremo Tribunal, com o mundo a observar atentamente.

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Trump também expressou incerteza sobre se a sua administração terá de reembolsar as empresas que pagaram as tarifas no último ano. Analistas alertam que, se for necessário reembolsar, o impacto financeiro poderá ser significativo, com estimativas a rondar os 120 mil milhões de dólares.

Os empresários portugueses permanecem atentos a estas evoluções, conscientes de que as tarifas de Trump podem afetar diretamente o comércio e a economia nacional. A necessidade de diversificação e preparação para a instabilidade dos mercados nunca foi tão urgente.

Leia também: A importância da diversificação de mercados para a economia portuguesa.

tarifas de Trump tarifas de Trump tarifas de Trump Nota: análise relacionada com tarifas de Trump.

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Fonte: Sapo

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