Mota-Engil avança para assumir megaprojeto de mineração na Bahia

A Mota-Engil, uma das principais construtoras portuguesas, está em fase avançada de negociações para assumir o controlo da Bahia Mineração (Bamin), um projeto de grande envergadura no Brasil. Este movimento poderá reforçar a presença da Mota-Engil no setor da mineração, que já conta com uma carteira robusta de projetos no país.

Atualmente, a Bamin é detida pelo grupo Eurasian Resources (ERG) e é responsável por uma mina de ferro, além de um projeto integrado que inclui a construção de uma ferrovia e o Porto Sul, ambos localizados na Bahia. Para a conclusão destes projetos, estima-se que sejam necessários cerca de 2,5 mil milhões de euros. A Mota-Engil já tinha iniciado as negociações para a aquisição da Bamin no final do ano passado e, no dia 26 de janeiro, participou numa reunião no Palácio do Planalto, que contou com a presença do presidente brasileiro Lula da Silva e outros ministros.

Após este encontro, a Mota-Engil formalizou a negociação junto do Ministério dos Transportes. O processo encontra-se agora na fase de due diligence, onde são analisadas as condições financeiras e operacionais da Bamin. A expectativa é que um acordo seja alcançado nas próximas semanas, permitindo à Mota-Engil assumir 100% das concessões da mina, ferrovia e porto, sem a entrada de novos sócios.

A Bamin enfrenta dificuldades financeiras e procura vender o ativo, uma vez que a Eurasian Resources não consegue garantir os recursos necessários para avançar com os projetos. São necessários cerca de 15 mil milhões de reais (aproximadamente 2,5 mil milhões de euros) para desbloquear as infraestruturas que estão paralisadas. Um dos projetos afetados é o Fiol 1, que está 75% concluído e é crucial para ligar a mina à futura localização do Porto Sul, que tem um orçamento estimado em oito mil milhões de reais (1,3 mil milhões de euros).

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Caso a Mota-Engil consiga concretizar esta operação, poderá posicionar-se como uma forte candidata ao leilão da Fico-Fiol, um dos maiores corredores ferroviários planeados no Brasil, que abrange uma linha de 2.700 km e que poderá envolver um investimento superior a 40 mil milhões de reais.

A Mota-Engil tem demonstrado uma capacidade notável para fechar negócios significativos no setor de infraestruturas no Brasil. Recentemente, a empresa ganhou o concurso para a construção do primeiro túnel imerso do país, que ligará as cidades de Santos e Guarujá, aumentando assim a sua carteira de encomendas no Brasil para 2,2 mil milhões de euros.

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Fonte: ECO

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