Em janeiro, o valor das avaliações bancárias em Portugal voltou a registar um aumento significativo, alcançando a marca histórica de 2.105 euros por metro quadrado. Este dado, fornecido pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), representa um crescimento de 24 euros em comparação com dezembro de 2022 e um impressionante aumento de 331 euros em relação ao mesmo mês do ano passado, o que equivale a uma subida de 18,7%.
Este aumento contínuo não apresenta sinais de desaceleração, uma vez que não houve descidas em relação ao mês anterior ou ao mesmo período do ano anterior. A região do Oeste e Vale do Tejo destacou-se com um aumento em cadeia de 2,1%, enquanto a Península de Setúbal registou a maior subida anual, com um crescimento de 27,1%.
As regiões mais caras de Portugal continuam a ser a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal. Na Grande Lisboa, o valor médio do metro quadrado atinge 3.207 euros, o que representa uma diferença de 52,4% em relação à mediana nacional. Lisboa, em particular, mantém-se como a cidade com as avaliações bancárias mais altas, com um valor de 4.639 euros por metro quadrado, um aumento de 639 euros em relação ao ano anterior, ou seja, uma subida de 15,98%.
Cascais e Oeiras ocupam o segundo e terceiro lugares, com valores de 3.901 euros e 3.849 euros por metro quadrado, respetivamente. Por outro lado, as regiões que apresentaram os valores mais baixos em relação à mediana nacional foram Terras de Trás-os-Montes, Beiras e Serra da Estrela, e Alto Alentejo.
No que diz respeito aos apartamentos, o valor médio de avaliação do metro quadrado subiu para 2.447 euros, um aumento homólogo de 22,8%, ou 454 euros. Os preços mais elevados foram observados na Grande Lisboa, onde o metro quadrado atinge 3.269 euros, e no Algarve, com 2.796 euros. O Alentejo e o Centro, por sua vez, registaram os valores mais baixos, de 1.506 euros e 1.560 euros, respetivamente.
Embora o aumento seja generalizado, não se aplica a todas as tipologias de apartamentos. O valor dos T1, por exemplo, desceu 14 euros, fixando-se em 3.099 euros por metro quadrado. Em contrapartida, os T2 e T3 aumentaram 34 e 31 euros, respetivamente, para 2.229 euros e 2.121 euros por metro quadrado.
As moradias também apresentaram um crescimento significativo, com um valor médio do metro quadrado de 1.527 euros, refletindo um aumento de 15,2%. As maiores avaliações foram novamente registadas na Grande Lisboa (2.788 euros/m2) e no Algarve (2.703 euros/m2). O Oeste e Vale do Tejo destacaram-se com um crescimento homólogo de 20,2%, sem qualquer descida.
Todas as tipologias de moradias registaram aumentos, com os T2 a subirem 3 euros para 1.514 euros/m2, os T3 a aumentarem 17 euros para 1.497 euros/m2, e os T4 a crescerem 12 euros, fixando-se em 1.587 euros/m2. Estas tipologias representaram 88% das avaliações de moradias.
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Fonte: Doutor Finanças





