Smart transforma mobilidade urbana com veículos elétricos

A Smart, uma marca com um histórico de inovação na mobilidade urbana, está a dar um passo significativo na sua evolução ao focar-se totalmente na mobilidade urbana elétrica. Bernardo Villa, diretor-geral da Smart em Portugal, partilha a visão da marca sobre as transformações que a indústria automóvel está a enfrentar.

Nos últimos anos, a mobilidade urbana elétrica tornou-se um tema central, impulsionado por mudanças culturais e tecnológicas. Villa destaca que “o automóvel está a atravessar uma das maiores transformações da sua história”, onde a digitalização e a eletrificação são fundamentais. A pandemia e a instabilidade económica aceleraram esta mudança, fazendo com que os automóveis se tornassem cada vez mais dependentes de software. “Hoje temos praticamente um telemóvel com rodas”, afirma.

A Smart, que se destacou pela sua abordagem disruptiva, decidiu em 2019 tornar-se totalmente elétrica, antecipando uma tendência que agora domina o setor. A parceria com a Mercedes-Benz e a Geely é um dos pilares desta transformação, unindo design europeu e tecnologia chinesa. A marca procura adaptar-se a uma nova geração de consumidores que valorizam a conectividade e a inovação.

O novo modelo, conhecido como 2, será apresentado no Salão de Paris e representa um retorno às origens da Smart. Este veículo promete recuperar o conceito de mobilidade urbana compacta, mas com uma base tecnológica avançada. A Smart também se compromete a democratizar o acesso à mobilidade elétrica, com preços a partir de 20 mil euros, num mercado cada vez mais competitivo.

A evolução da mobilidade urbana elétrica não se limita apenas ao design dos veículos. O conceito de automóvel como um produto definido por software está a mudar a relação entre fabricantes e consumidores. Com atualizações “over-the-air”, os veículos podem evoluir após a compra, oferecendo novas funcionalidades e melhorias de desempenho. “O carro deixa de ser um produto estático e passa a ser uma plataforma tecnológica em permanente evolução”, explica Villa.

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Em Portugal, a infraestrutura de carregamento tem acompanhado este crescimento, sendo crucial para a adoção de veículos elétricos. Villa sublinha que o verdadeiro desafio não está apenas na autonomia das baterias, mas na velocidade de carregamento. Com novas plataformas de 800 volts, os veículos conseguem tempos de carregamento muito mais rápidos, tornando a experiência elétrica tão conveniente quanto a dos automóveis convencionais.

Apesar dos avanços, Villa é cauteloso quanto à massificação da condução autónoma nos próximos anos. Embora a tecnologia esteja a evoluir, existem desafios éticos e legais que ainda precisam de ser resolvidos. A mobilidade do futuro, segundo Villa, será cada vez mais partilhada e integrada, especialmente em áreas urbanas. Modelos de utilização flexível e soluções de car sharing deverão ganhar destaque, dependendo da evolução dos transportes públicos e da adaptação das cidades.

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mobilidade urbana elétrica mobilidade urbana elétrica Nota: análise relacionada com mobilidade urbana elétrica.

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Fonte: ECO

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