O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou esta quinta-feira que é “a altura de estar silencioso” e de deixar o “papel decisivo” para o seu sucessor, António José Seguro. Esta declaração foi feita durante a sua visita à ‘Better Tourism Lisbon Travel Market’ (BTL), em Lisboa, onde não avisou previamente a comunicação social sobre a sua presença.
Questionado sobre a recente nomeação do ex-diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves, para o cargo de ministro da Administração Interna, Marcelo optou por não se pronunciar. “Estou a oito dias de sair, e portanto é aquele momento em que estou de saída do palco e está de entrada no palco o Presidente António José Seguro”, afirmou, reiterando a sua decisão de não comentar a atualidade política.
Marcelo Rebelo de Sousa terminará o seu mandato a 9 de março, data em que António José Seguro tomará posse perante a Assembleia da República. O Presidente sublinhou que, neste momento de transição, é fundamental deixar que o novo líder assuma o protagonismo. “Esta é a altura de estar silencioso e de deixar a quem vai entrar realmente o papel decisivo”, acrescentou.
Além disso, o chefe de Estado foi questionado sobre as recentes aparições públicas do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e sobre as declarações do atual líder do Governo, Luís Montenegro, que admitiu a possibilidade de défices orçamentais. Contudo, Marcelo manteve a mesma postura e optou por não comentar, considerando que isso poderia ser uma indelicadeza para o seu sucessor.
A atitude de Marcelo Rebelo de Sousa reflete uma estratégia de respeito pela nova liderança e pela importância da continuidade nas decisões políticas. Com a transição de poder à vista, o foco está agora em António José Seguro, que terá a responsabilidade de guiar o país nos próximos anos.
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Marcelo Rebelo de Sousa Marcelo Rebelo de Sousa Nota: análise relacionada com Marcelo Rebelo de Sousa.
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Fonte: ECO





