O Parque Eólico do Tâmega, considerado o maior de Portugal, está prestes a iniciar a sua produção de energia em junho. Este projeto inovador da Iberdrola, que combina energia eólica e hidroelétrica, representa um investimento de 350 milhões de euros e promete revolucionar a forma como o país produz energia.
David Bernardo, responsável pelo desenvolvimento do projeto, destacou a singularidade deste sistema híbrido, que se liga ao Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET). Este sistema inclui várias barragens e centrais hidroelétricas, permitindo a maximização da produção de energia. “O objetivo é utilizar infraestruturas existentes para conectar o parque eólico e evacuar energia de forma eficiente”, explicou Bernardo durante uma visita ao local.
O parque eólico, que está a ser construído entre Salto (Montalegre) e Cabeceiras de Basto, prevê uma produção anual de 601 gigawatts/hora (GWh), o que equivale ao consumo energético de cerca de 128 mil habitações, semelhante ao que é consumido em Guimarães e Braga juntas. Cada aerogerador terá uma potência de 7,2 megawatts (MW), totalizando 274 MW no parque eólico e 1.150 MW na parte hidráulica.
A construção do parque eólico está a criar cerca de 700 postos de trabalho diretos, refletindo a importância do projeto para a economia local. A previsão é que a produção de energia no parque Norte comece em junho, enquanto o parque Sul, que está em fase inicial, deverá iniciar a produção em setembro.
O projeto original previa a instalação de 73 aerogeradores, mas após ajustes, o número foi reduzido para 38, com a intenção de minimizar o impacto ambiental. A Iberdrola compromete-se a cumprir um conjunto de programas de monitorização ecológica durante a construção, assegurando que as atividades respeitam as normas ambientais.
Uma das inovações do projeto é o uso de um “blade lifter”, um sistema que facilita o transporte das pás de 85 metros dos aerogeradores, permitindo contornar obstáculos e inclinações. Este sistema é operado por uma equipa especializada e garante que o transporte das pás seja feito de forma eficiente e com o mínimo de impacto nas comunidades locais.
A hibridização entre as tecnologias eólica e hidroelétrica não só reduz custos, mas também minimiza os impactos ambientais. A Iberdrola estima que este projeto permitirá evitar a emissão de mais de 230 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) por ano, contribuindo para a autonomia energética de Portugal e para os objetivos do Plano Nacional de Energia e Clima.
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Fonte: ECO





