O Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade (IFIC) vai disponibilizar um total de 973 milhões de euros para apoiar investimentos das empresas, com o processo a ser concluído até ao final de março. Esta informação foi revelada pelo ministro da Economia, Manuel Castro Almeira, durante o Fórum Banca 2026, realizado em Lisboa.
Inicialmente, foram alocados 300 milhões de euros para três linhas principais de apoio, tendo sido recebidas 5.216 candidaturas que representam um investimento total de 3,2 mil milhões de euros em todo o país, incluindo as Regiões Autónomas. O ministro destacou que este investimento será apoiado por fundos europeus não reembolsáveis, o que representa uma oportunidade significativa para as empresas que buscam expandir ou modernizar as suas operações.
“Até ao final deste mês, este processo ficará concluído”, afirmou Castro Almeira, sublinhando que, devido à elevada procura e à qualidade dos projetos apresentados, o montante de apoio foi aumentado para 973 milhões de euros. Além das três linhas principais, foi também aberto um novo aviso, denominado “Reindustrializar: Calamidade e Contingência”, para apoiar as regiões que sofreram com tempestades e outros desastres naturais.
No que diz respeito às linhas de crédito criadas para ajudar as empresas a enfrentar os impactos das intempéries, o CEO do Banco Português de Fomento, Gonçalo Regalado, revelou que já foram aprovados 1.083 milhões de euros em 4.686 candidaturas. Este apoio é crucial para as empresas das regiões mais afetadas, permitindo-lhes recuperar e reerguer-se após os danos causados.
Leiria destaca-se como o distrito com o maior número de candidaturas, representando 45% do total, seguido por Santarém e Coimbra. Lisboa, apesar de ser o quarto distrito em número de candidaturas, também tem uma presença significativa, com 12% do total. Regalado mencionou que 86% das empresas que se candidataram são micro e pequenas empresas, o que demonstra a importância destes apoios à indústria para o tecido empresarial nacional.
O Banco de Fomento já recebeu um total de 6.750 candidaturas, totalizando 1.400 milhões de euros. “Estamos a mobilizar linhas de investimento, com mil milhões iniciais que se somam a mais mil milhões do Banco Europeu de Investimento, totalizando 2.000 milhões de euros”, acrescentou Regalado. Este esforço inclui um sistema de incentivos imediato com 150 milhões de euros, destinado a apoiar o PRR e o IFIC.
Os bancos comerciais também estão a contribuir para este esforço, com dois deles a destacarem-se no apoio às empresas. O presidente do BPF fez questão de mencionar que as grandes empresas não foram esquecidas, mas que a prioridade tem sido dada às micro e pequenas empresas, que representam a maioria das candidaturas.
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Fonte: ECO





