A recente cerimónia dos Óscares não foi apenas uma celebração do cinema, mas também uma plataforma estratégica para as marcas de luxo. A presença de homens com pregadeiras na lapela, por exemplo, ilustra como este evento se tornou um importante ponto de visibilidade para joalheiros e casas de moda. As marcas que dominam este espaço são, em grande parte, controladas por gigantes como LVMH, Kering e Richemont.
A red carpet dos Óscares continua a ser uma montra poderosa para as marcas de luxo, onde diamantes de alta joalharia e vestidos de alta-costura desempenham um papel crucial. As peças usadas pelas celebridades são frequentemente emprestadas pelas maisons, numa colaboração entre estilistas, agentes e equipas de relações públicas. O foco não está na venda imediata das peças, mas sim na criação de uma exposição mediática global que permita às marcas de luxo apresentar as suas novas coleções.
A visibilidade das marcas é avaliada através de métricas como o Media Impact Value (MIV), uma ferramenta desenvolvida pela consultora Launchmetrics. Embora ainda seja cedo para medir o impacto da cerimónia deste ano, dados do Business of Fashion mostram que, nos Golden Globe Awards de janeiro, as cinco marcas mais destacadas — Chanel, Dior, Armani, Louis Vuitton e Saint Laurent — geraram, em média, o dobro do valor de impacto mediático em comparação com as cinco seguintes.
Os números são impressionantes: nas 24 horas após a passadeira vermelha dos Óscares, foram registadas 4,2 milhões de menções nas redes sociais e 90.088 referências nos meios de comunicação tradicionais, resultando num valor publicitário estimado em 27,122 mil milhões de dólares. Este valor supera os 3,5 mil milhões de dólares gerados pelas nomeações ao longo de um mês, sublinhando a importância da visibilidade que os Óscares oferecem, sem necessidade de investimento em anúncios.
Para muitos diretores criativos, a cerimónia dos Óscares representa uma oportunidade única de mostrar ao mundo a nova direção das suas marcas. Este ano, vários estilistas, como Matthieu Blazy e Jonathan Anderson, estrearam-se na red carpet, vestindo celebridades como Jessie Buckley, vencedora do Óscar de Melhor Atriz. A escolha de peças inspiradas em ícones do passado, como o vestido usado por Grace Kelly em 1956, também revela a ligação entre tradição e inovação nas marcas de luxo.
Além disso, o calendário da moda, que coincidiu com a cerimónia, permitiu que as casas de moda se preparassem melhor para este evento. Jonathan Anderson foi visto em jantares pré-Óscares, enquanto Demna, da Gucci, participou em festas pós-evento, aproveitando a visibilidade para apresentar novas coleções.
A Vogue também soube tirar partido desta visibilidade, apresentando categorias dos prémios ao lado da protagonista de um filme inspirado na sua diretora, Anna Wintour. Embora o mercado esteja dominado por grandes marcas, algumas, como a Schiaparelli, conseguiram destacar-se, mostrando que a seleção dos protagonistas certos pode gerar um impacto mediático significativo.
Leia também: Como as marcas de luxo se adaptam às novas tendências de mercado.
visibilidade marcas de luxo visibilidade marcas de luxo visibilidade marcas de luxo visibilidade marcas de luxo visibilidade marcas de luxo Nota: análise relacionada com visibilidade marcas de luxo.
Leia também: Impacto da geopolítica na economia portuguesa
Fonte: ECO





