O Banco Fomento Angola (BFA) anunciou um novo mecanismo de financiamento ao comércio externo, com o apoio da Corporação Financeira Internacional (IFC), uma entidade do Grupo Banco Mundial. Este programa visa facilitar o acesso das empresas angolanas, especialmente as pequenas e médias empresas (PME), a recursos financeiros essenciais para a aquisição de insumos e para o cumprimento das suas obrigações comerciais.
De acordo com o comunicado do BFA, este mecanismo de garantia é parte do Programa Global de Financiamento ao Comércio (GTFP) da IFC. O objetivo é aumentar a capacidade das empresas angolanas de operar no comércio internacional, melhorando as suas operações de importação e exportação. O BFA sublinha que esta iniciativa é crucial para reduzir os riscos associados às transações de comércio exterior, além de melhorar a fiabilidade e a rapidez dos pagamentos transfronteiriços.
O acesso a divisas estrangeiras tem sido um desafio significativo para Angola, uma vez que os bancos locais enfrentam dificuldades em estabelecer relações de correspondência bancária. Esta situação tem dificultado os pagamentos internacionais e, consequentemente, a capacidade das empresas de adquirirem insumos de forma atempada. No setor agrícola, onde Angola importa mais de metade dos alimentos consumidos, o acesso regular a insumos e a mecanismos de pagamento fiáveis é particularmente crítico.
O BFA também destacou que, a nível global, o continente africano enfrenta um défice anual de financiamento do comércio exterior que varia entre 100 a 120 mil milhões de dólares. Este cenário é preocupante, especialmente considerando que as PME representam mais de 90% do tecido empresarial africano e são responsáveis por cerca de 80% dos empregos no continente. O financiamento do setor privado, especialmente nas áreas de agricultura e alimentação, é uma prioridade para o Grupo Banco Mundial.
No ano fiscal de 2025, a IFC disponibilizou garantias globais no valor de 12 mil milhões de dólares, dos quais mais de 4 mil milhões foram direcionados para o continente africano. Esta estratégia visa não apenas apoiar o crescimento económico diversificado, mas também fortalecer a integração de Angola nos mercados regionais e internacionais.
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Fonte: Sapo





