Ucrânia e Irão: A luta pela hegemonia global dos EUA

A recente análise das tensões entre os Estados Unidos, a Ucrânia e o Irão revela um padrão preocupante na busca da hegemonia global por parte de Washington. Tanto na Ucrânia como no Irão, os interesses norte-americanos não coincidem necessariamente com os de Kiev ou Telavive, o que levanta questões sobre a verdadeira natureza das intervenções dos EUA.

Na Ucrânia, a estratégia dos EUA visava provocar uma mudança de regime em Moscovo, com o objetivo de instalar um governo mais favorável aos interesses ocidentais. Para isso, Washington utilizou uma combinação de sanções económicas e apoio militar, sem enviar tropas americanas diretamente para o terreno. Eric Green, um ex-membro do Conselho de Segurança Nacional, afirmou que a vitória militar da Ucrânia não era um objetivo primário para os EUA. O foco estava em desgastar a Rússia e criar instabilidade interna, o que serviria os interesses americanos a longo prazo.

Por outro lado, no contexto do Irão, a situação é igualmente complexa. Israel procura desmantelar o regime iraniano e estabelecer um governo que lhe seja submisso, enquanto os EUA têm como objetivo controlar as rotas de petróleo e os pontos estratégicos globais, como o estreito de Ormuz. Este controle é crucial para limitar a influência da China e da Rússia, que também veem o Irão como um aliado estratégico. A queda do Irão poderia permitir aos EUA dominar o mercado de petróleo e eliminar as alternativas que Pequim e Moscovo estão a desenvolver para contornar o domínio americano.

É essencial considerar que a abordagem dos EUA em relação ao Irão parece estar a seguir a mesma lógica da guerra na Ucrânia. A administração Biden, assim como a anterior de Trump, parece estar a agir em consonância com os interesses israelitas, mas também com uma visão mais ampla de controle global. A política externa dos EUA, independentemente da administração, parece ser guiada por um objetivo comum: a manutenção da hegemonia global.

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Recentemente, Hillary Clinton elogiou o ataque ao Irão, reforçando a ideia de que a política externa dos EUA é uma questão bipartidária, onde tanto democratas como republicanos servem a uma oligarquia de negócios. A administração Trump, por exemplo, estava a preparar uma visita a Pequim com a situação no Irão já resolvida, o que demonstrava a importância estratégica do Irão para os EUA e a sua relação com a China.

Após três semanas de conflito, a situação no Médio Oriente tornou-se caótica. Os EUA não conseguiram garantir a segurança dos seus aliados no Golfo Pérsico, o que levantou dúvidas sobre a sua capacidade de proteção. Além disso, os porta-aviões americanos mostraram-se vulneráveis, com um deles a ser forçado a retirar-se devido a um incêndio. Esta incapacidade não só prejudica a imagem dos EUA como protetores, mas também pode ter consequências duradouras para o seu projeto de hegemonia global.

A luta pela hegemonia global é, portanto, uma questão complexa que envolve múltiplos atores e interesses. A situação no Irão e na Ucrânia ilustra como os EUA estão dispostos a sacrificar a estabilidade regional em prol de objetivos mais amplos. Leia também: A influência da política externa dos EUA na economia global.

hegemonia global Nota: análise relacionada com hegemonia global.

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Fonte: Sapo

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